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A Produção e Comercialização da Nêspera em Portugal

A Produção e Comercialização da Nêspera em Portugal

A nêspera (Eriobotrya japonica Lindl.) é uma espécie pertencente à família Rosaceae, que está amplamente distribuída nas regiões subtropicais do globo.

Embora seja originária do sudeste da China, esta espécie chegou à Europa no XVIII, proveniente do Japão, como árvore ornamental. No século XIX iniciou-se o consumo dos seus frutos em toda a área mediterrânica, onde se adaptou muito bem nas regiões tradicionais de cultura dos citrinos. O cultivo intensivo começou a desenvolver-se no final dos anos 60, quando se começaram a implantar as variedades e técnicas de cultivo actualmente utilizadas.

Os principais países produtores encontram-se na Ásia (Japão, China e Índia), nos países mediterrânicos (Espanha, Itália, França, Grécia, Israel e Turquia) e América do Sul (Argentina, Brasil e Venezuela).

Em Portugal, a área ocupada por esta cultura situa-se nos 233 hectares, dispersos por todo o país, mas com maior incidência na região do Algarve, sendo a produção anual superior a 700 toneladas.

A maioria da produção provém de pomares mistos e de bordadura, onde não são efectuados os tratamentos adequados, nomeadamente contra o ‘‘pedrado’’, pelo que a qualidade dos frutos é, regra geral, heterogénea. Constitui excepção alguma produção efectuada em estufa, de boa qualidade e bem valorizada, na região do Algarve.

As frutas da nespereira são ovais, com 3 a 5 cm, com uma casca aveludada e macia de cor amarelo-alaranjada, às vezes rosada. A polpa é suculenta e doce ou ácida, dependendo da variedade e maturação da fruta. Cada fruta contém de 3 a 5 sementes castanhas, que ocupam cerca de metade do seu volume.

A nêspera é consumida ao natural ou em salada de frutas e também se presta à produção de excelentes compotas, actividade essa ainda pouco explorada.

Trata-se de uma fruta rica em vitamina C e sais minerais, como o cálcio e o fósforo. Destaca-se também pelo seu conteúdo em fibra, essencialmente pectina, em taninos, conhecidos pela sua acção adstringente e em numerosas substâncias aromáticas, como os ácidos orgânicos.

Para a sua comercialização, os frutos, devem ser colhidos com um grau de maturação tal que permita suportar a manipulação, o transporte, o acondicionamento e corresponder às exigências estabelecidas pelos consumidores.

Para um amadurecimento mais célere das nêsperas, há quem utilize a técnica de as envolver em papel de alumínio e colocar no congelador, estando no dia seguinte prontas a consumir.

A nêspera é a primeira das frutas ‘’de caroço’’ que chega na Primavera aos mercados, onde se pode encontrar apenas nos meses de Abril e Maio.

Esta fruta no nosso país não possui um circuito próprio de comercialização. Dada a natureza heterogénea da produção, este produto é geralmente transaccionado em pequenas quantidades, pelos próprios produtores.

Quanto às trocas com o exterior, as exportações são nulas, sendo o mercado nacional abastecido, em mais de 90 % com nêspera proveniente de Espanha, de calibre maior e normalizado, deixando, no entanto o sabor bastante a desejar em relação à nêspera nacional.

 

 
 
 
 
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