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A Produção e Comercialização do Pimento em Portugal

O pimento (Capsicum annuum L.) é um vegetal da família das Solanáceas, muito utilizado na culinária de todo o mundo.

Proveniente da América do Sul, é parente da batata, da beringela, do tomate e das pimentas. Esta hortaliça ficou conhecida na Europa na primeira metade do século XVI.

Todos os tipos de pimentos nascem da mesma planta, são verdes enquanto imaturos e amadurecem num arco-íris de cores, nomeadamente vermelho, amarelo, roxo, azulado, etc. Além disso, o sabor, o formato e o tamanho varia consoante a variedade. Assim, o pimento vermelho é simplesmente uma variedade completamente amadurecida do pimento verde. O pimento verde e o roxo têm um sabor amargo, enquanto o vermelho, laranja e amarelo são mais doces. No nosso país comercializam-se principalmente os vermelhos e os verdes, ambos de estufa ou de ar livre.

A versatilidade deste alimento explica a facilidade de adaptação a variadas cozinhas e consequente sucesso na Europa e no Mundo. Devido à beleza de seus frutos, há mesmo quem os cultive como plantas ornamentais.

Em Portugal, esta cultura ocupa uma área de 1.700 hectares, estando a produção anual próxima das 50.000 toneladas. As áreas de mercado mais representativas são o Oeste, o Algarve e Póvoa de Varzim-Esposende e Grande Porto.

O pimento é uma das hortaliças mais ricas em vitamina C e, quando maduro, é uma excelente fonte de vitamina A. Também é fonte de cálcio, fósforo e ferro. Aliado das dietas, é uma rico em fibras e possui poucas calorias.

Usado na antiguidade para fins medicinais, à luz das investigações actuais, sabe-se que contém substâncias com poder desinfectante e propriedades antioxidantes, que nos podem ajudar a proteger contra algumas substâncias tóxicas, nocivas ao nosso organismo.

Este legume pode ser consumido cru, normalmente em saladas, embora o seu sabor ganhe com a cozedura, introduzindo nas caldeiradas e nos guisados um sabor muito característico e inconfundível. Pode também ser recheado ou também utilizado em molhos.

Esta multiplicidade de sabores permite escolher ao gosto de cada um e ao tipo de cozinhado a que se destinam. Com um pouco de imaginação, podem descobrir-se novas combinações ou misturá-los entre si, tornando os pratos mais coloridos.

Na altura da compra, os pimentos devem ser manipulados com cuidado, sem os apertar ou partir, para não danificar os que serão adquiridos por outros consumidores.

Estes legumes podem ser conservados num local fresco, por 2 a 4 dias. No frigorífico, podem ser mantidos por mais de uma semana, quando embalados em sacos plásticos perfurados e colocados na parte inferior. O amadurecimento é acelerado quando os frutos são mantidos em condições naturais.

Geralmente, a forma do pimento não influencia a qualidade, mas pode resultar em maiores desperdícios e não ser adequado para determinadas receitas. Se o pimento estiver danificado perde várias das suas qualidades nutricionais e de sabor.

A indústria é também um importante destino desta hortícola, onde o pimento é assado e conservado em salmoura ou então enlatado.

A campanha de comercialização do pimento de estufa ocorre de Junho a Novembro no Entre Douro e Minho e no Oeste, e, durante todo o ano, na região do Algarve. Quanto ao pimento de ar livre, comercializa-se durante os meses de Verão no Oeste e de Agosto a Novembro no Algarve.

O maior volume de transacções ocorre durante os meses de Verão, com o aumento do consumo de saladas, principalmente na região Algarvia, devido ao turismo.

Os produtores comercializam o pimento nos mercados e feiras regionais ou através dos operadores grossistas com actividade nos mercados abastecedores. No Norte do país são cada vez mais os produtores que estão integrados em Organizações de Produtores ou Associações próprias para a comercialização dos seus produtos, procedendo à colocação dos mesmos junto das cadeias de pequena, média e grande dimensão.

A balança comercial é deficitária. Tem-se verificado nos últimos anos um aumento das compras do pimento ao exterior. Em 2008, o valor de compras de pimento ao exterior, atingiu 6% do valor total da entrada de hortícolas (10 milhões de euros). Deste total, 96% veio de Espanha. Os Países Baixos (70%) e a Espanha (25%) foram os principais compradores de pimento português, que em conjunto adquiriram 4,4 milhões de euros.

A superfície de cultura de ar livre tem vindo a perder importância. Na região de Entre Douro e Minho, a área de pimento de estufa tem aumentado, com o objectivo de se conseguir um produto de melhor qualidade, com boa apresentação e melhor preço. O pimento de boa qualidade tem mercado garantido, não só em termos nacionais, como no mercado externo. É de salientar, no entanto, o progressivo aumento de produtores ligados a produtores comerciais. Na zona de Esposende os agricultores estão a produzir cada vez mais pimento padron, destinado não só ao consumo interno onde começa já a ter grande aceitação, mas sobretudo, cerca de 90% do total produzido, para Espanha.

 

 
 
 
 
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