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A Comercialização do Agrião em Portugal

O agrião é uma planta de crescimento rápido, aquática ou semi-aquática, originária do Sudeste da Ásia, e vem sendo utilizado há vários séculos na Europa, principalmente por gregos e romanos, que apreciavam banquetes ricos em especiarias e saladas picantes. Cresce nas fontes, riachos ou nas orlas dos rios, mas também pode ser cultivado.

Em Portugal comercializam-se três espécies de agrião: do rio (Nastrutium officinale), da horta (Barbarea verna) e mastruço (Lepidium sativum).

As áreas destinadas a esta cultura são diminutas e localizam-se, sobretudo, junto dos grandes centros de consumo, tentando beneficiar da existência de água corrente em abundância e da rapidez de transacções. A maior área de cultura em Portugal localiza-se em Almancil, no Algarve, no Algarve, com cerca de 15 hectares, reunidos em pequenas explorações. Nesta região, em excelentes condições de produção, chega-se a atingir uma produtividade de 1,8 ton/ha/semana.

Na Beira Litoral, mais propriamente na Eira Pedrinha, situa-se outro núcleo de produção com algum significado, supondo-se que a área total ronde os 10 hectares, repartidos também por explorações de carácter familiar. O agrião é também cultivado na região da grande Lisboa, nomeadamente nos concelhos de Sintra e Loures.

Existem várias sementes seleccionadas, no entanto, uma grande parte dos produtores retira as sementes das plantas que apresentam maior vigor vegetativo. Na Beira Litoral, as variedades de folha larga são as preferidas para multiplicação. Existe uma empresa multinacional, a operar em Almancil, que produz as suas próprias sementes em Inglaterra.

O agrião é frequentemente utilizado em saladas ou sopas. Assim como a maioria das verduras de folha, é um vegetal de baixo teor calórico - fornece 22 calorias em cada 100 gramas. É considerado uma das principais fontes de vitamina A, essencial para a boa visão e para manter a saúde da pele. Apresenta ainda vitaminas do Complexo B (responsáveis pelo crescimento), além de grande quantidade de vitamina C.

Tem alto potencial de sais minerais como iodo, enxofre, fósforo e ferro - importantes para o funcionamento da glândula tiróide, ajudam na formação de ossos e dentes, evitam a fadiga mental e estão ligados à produção de glóbulos vermelhos do sangue.

O agrião cultiva-se ao longo de todo o ano, em regime intensivo ao ar livre. A sementeira é feita em canteiros, inicialmente em viveiros e, mais tarde, transplantada em ‘’tufos’’ para o local definitivo. Cada plantação dura cerca de 5 a 6 meses e fazem-se 6 a 7 cortes por plantação. Os cortes são escalonados no tempo, para facilitar a comercialização. No Inverno, os cortes ocorrem mês a mês. Nos meses de Verão, a falta de água origina uma diminuição da produção e o número de cortes é menor. A qualidade diminui quando começa a floração da planta.

Trata-se de uma hortaliça de pequena durabilidade, por isso a comercialização deverá ser efectuada logo após a colheita.

A comercialização realiza-se durante todo o ano, no entanto o maior volume acontece o período Outono/Inverno. Na Eira Pedrinha concentra-se nos três primeiros meses do ano.

No Algarve, a maioria da produção tem como destino a exportação e o abastecimento das grande e médias superfícies, sendo o agrião apresentado já lavado, embalado e pronto a consumir. O principal mercado externo é a Inglaterra. Alguma produção tem como destino empresas de ‘’catering’’ e a restauração e a restante para os mercados locais.

O agrião produzido na área de mercado da Eira Pedrinha é canalizado para os mercados abastecedores através de camionistas e distribuidores e também para os mercados regionais.

Existem produtores que pretendem aumentar a produção, pois consideram a cultura muito rentável, nomeadamente para a produção de IV Gama. Prevê-se a continuação de vendas para os mercados externos e o alargamento destes a Espanha. Os horticultores mais idosos estão a abandonar a actividade, dada a sua fraca estrutura comercial.

 
 
 
 
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