Publicações> Artigos > A Produção e Comercialização da Cebola em Portugal Voltar Imprimir
 

 

 
A Produção e Comercialização da Cebola em Portugal

Cebola é o nome popular da planta cujo nome científico é Allium cepa, L., pertencente à família das Liliáceas e que se cultiva pelos seus bolbos comestíveis. Esta espécie teve origem no centro daÁsia, e caminhando para o ocidente, atingiu a Pérsia, de onde se irradiou para a África e por todo o continente europeu.

Actualmente, a cebola cultiva-se nas zonas temperadas de todo o mundo. A China lidera a produção mundial com 32% do total. A União Europeia e a Índia têm, cada uma, uma representatividade de 10% na produção mundial. Os EUA produzem 6% do total.

Em Portugal, as áreas de mercado mais representativas são o Oeste, o Montijo e a região de Póvoa de Varzim – Esposende.

A cebola é maioritariamente cultivada em regime intensivo de ar livre e os tipos produzidos são a cebola de conservação e a cebola temporã. No Entre Douro e Milho, a variedade ‘’Vermelha da Póvoa’’ é muito apreciada e procurada, dada a sua boa qualidade e elevado poder de conservação. Na área de mercado do Montijo a cebola temporã tem cada vez mais importância.

Trata-se de um alimento com um escasso aporte calórico, pois o seu conteúdo em água é de cerca de 90%. No seu conteúdo há que ter em conta uma quantidade apreciável de fibra e o seu teor mineral e vitamínico, que a tornam num excelente alimento regulador do organismo. São uma boa fonte de potássio, e apresentam quantidades significativas de cálcio, ferro, magnésio e fósforo. Quanto ao seu conteúdo vitamínico, as cebolas são ricas em vitaminas do grupo B, como os folatos e as vitaminas B3 e B6.

No obstante, as propriedades saudáveis das cebolas devem-se, mais que à sua composição nutritiva, à sua abundância de antioxidantes, entre eles os flavonóides os compostos de enxofre. Estes últimos são substâncias precursoras de compostos voláteis que são os que fornecem à cebola o odor e sabor tão característicos. Estes legumes possuem um factor importante na protecção contra algumas infecções do aparelho digestivo, diminuição do nível de glicose no sangue e protecção contra a arteriosclerose.

A cebola apresenta formatos variados, podendo ser redonda, achatada ou em forma de pêra. Quanto à cor, os bolbos são amarelos, brancos ou roxos. Na altura da compra, devem escolher-se os bolbos com cuidado, sem apertá-los e preferindo os mais firmes, com casca seca e pescoço seco e cicatrizado. Devem evitar-se os bolbos abrolhados, com feridas ou zonas amolecidas.

A cebola é usada principalmente como condimento, realçando o sabor dos alimentos. Presente em quase todos os refogados e estufados, apresenta-se também nos assados, cozidos e sopas. Verdadeira constante da cozinha tradicional portuguesa, não só empresta às mais diversas preparações o seu inconfundível perfume, como é um excelente ingrediente para engrossar molhos.

Os meses de produção da cebola temporã são Abril a Junho na zona de Póvoa de Varzim – Esposende e Maio a Julho no Oeste. Quanto à cebola de conservação, comercializa-se de meados de Junho a meados de Abril na zona de Póvoa de Varzim Esposende e de Julho a Dezembro no Montijo.

Na região do Entre Douro e Minho, as Organizações de Produtores e os operadores comerciais desempenham um papel importante na comercialização deste produto. Contudo, uma grande parte das transacções é garantida por intermediários, que compram a cebola directamente à produção e a transaccionam nos Mercados Abastecedores do Porto, Braga e Lisboa. São também de destacar as transacções efectuadas em feiras e mercados regionais, embora com menor significado.

No Ribatejo e Oeste, embora o escoamento do produto continue a fazer-se tradicionalmente nos mercados regionais, cada vez há mais produtores a escoar a sua produção através dos mercados abastecedores.

O saldo da balança comercial é altamente negativo. Aproximadamente 80% da cebola que entra em Portugal provém de Espanha e França. Cerca de 50% da produção vendida ao exterior teve como destino Cabo Verde, sendo o resto distribuído maioritariamente por Espanha, Luxemburgo, França e São Tomé e Príncipe.

Na região de Entre Douro e Minho, para colmatar o problema da concorrência de produto proveniente do Oeste e do Montijo, bem como de outros mercados da Europa, os produtores estão a optar por uma maior oferta de cebola temporã, recorrendo a variedades híbridas, que lhes permitam uma maior rentabilidade, para além da cebola de conservação da Póvoa de Varzim, tradicionalmente muito apreciada.

No Ribatejo e Oeste tem-se verificado nos últimos anos o abandono da cultura por parte dos pequenos produtores, devido à dificuldade de mecanização das pequenas parcelas – a ausência de mecanização torna difícil economicamente a produção desta cultura, dada a exigência de mão-de-obra.

 
 
 
 
home
Página de Entrada
 
Opinião
 
Links Úteis
 
Pesquisa
 
Mapa do Sítio
     
Intranet  
 
Username:
 
 
Password:
 
     
   
Entrada    ::    OMAIAA    ::    Publicações    ::   Mercados   ::   O Seu Olhar    ::    Notícias    ::    Contactos
Copyright 2011 © Observatório dos Mercados Agrícolas e das Importações Agro-Alimentares