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A Produção da Amêndoa em Portugal

A amendoeira (Prunus dulcis) é uma árvore pequena, de folha caduca, que pertence à família das Rosáceas e cujo fruto seco comestível é a amêndoa. Originária da Ásia Central, a sua cultura foi difundida na Europa pelos romanos.

A produção de amêndoa reparte-se essencialmente por três continentes: a América (45%), a Europa (23%) e a Ásia (21%). Os Estado Unidos da América lideram a produção mundial, com um peso de 44%. A Europa tem uma representatividade de 23%, destacando-se como importantes produtores a Espanha e a Itália. A Ásia, a Síria e o Irão, em conjunto, contribuem com 13% da produção mundial.

Actualmente, a área desta cultura no nosso país é de 13 957 hectares, obtendo-se uma produção anual de cerca de 14 000 toneladas.

As principais regiões produtoras são o Douro e o Algarve. A cultura da amendoeira assume a sua maior expressão na região de Trás-os-Montes (Terra Quente e Alto Douro), que contribui com 86% da produção e 60% da área, a nível do continente. Nesta região, uma parte significativa da produção está concentrada em pequenos e médios produtores, com empresas do tipo familiar. A amêndoa do Douro tem Denominação de Origem Protegida.

No Algarve, as amendoeiras fazem parte integrante do pomar tradicional de sequeiro, com predominância no Barrocal e Litoral, abrangendo especialmente os concelhos de Tavira, Faro e São Brás de Alportel. A impossibilidade de mecanização nas áreas tradicionais da implantação de amendoeiras, associada à pouca rentabilidade da exploração do fruto, fazem com que o contributo na produção nacional seja pequeno.

Moídas, em lascas, cortadas em pedaços, com ou sem pele, torradas, as amêndoas entram como um ingrediente nobre em qualquer menu, quer seja doce ou salgado. Combinam na perfeição com o chocolate, ou com diversas coberturas.

Estes frutos secos possuem um sabor característico, suave e um pouco oleoso e são preciosos do ponto de vista nutricional, daí o crescente interesse no seu consumo. Contêm grandes quantidades de vitaminas em especial vitaminas do complexo B e de minerais, como o zinco, magnésio e ferro, uma boa dose de proteínas e muitas outras substâncias com grande potencial para a nossa saúde.

As mais usadas são, sem dúvida, as doces; as amêndoas amargas, menos utilizadas, são essencialmente usadas para aromatizar licores.

Com a cultura da cana de açúcar, desenvolvida pelos portugueses, as amêndoas passaram a ser cobertas com açúcar. Em Portugal, tornaram-se bastante populares, não só durante o período da Páscoa, mas em outros acontecimentos especiais, como casamentos e baptizados.

A comercialização efectua-se desde o início de Outubro até meados de Dezembro, no Douro. No Algarve, inicia-se 15 dias mais cedo e estende-se até Fevereiro, com quantidades mais reduzidas e destinadas essencialmente às pastelarias locais.

Duma maneira geral, a amêndoa é adquirida à produção por ajuntadores e britadores, que funcionam como intermediários, mas também por industriais, que procedem à sua transformação e comercialização. O produto destina-se ao mercado interno, nomeadamente aos mercados abastecedores ou a pastelarias e confeitarias regionais e também ao mercado externo, particularmente a Espanha.

A balança comercial apresenta saldo negativo para a amêndoa sem casca (miolo). No que respeita à amêndoa com casca, o saldo oscila entre positivo e negativo, em função da campanha e da procura externa. O principal mercado para a amêndoa português, quer com casca, quer em miolo é a Espanha. Os maiores fornecedores do mercado nacional são a Espanha e os Estados Unidos da América.

Actualmente existe uma tendência para o abandono de pomares antigos, sobretudo no Algarve, devido aos baixos rendimentos, aos elevados custos da mão-de-obra e à grande concorrência da amêndoa de Espanha e da Califórnia. Prevê-se o reconhecimento, na região de Trás-os-Montes, de 5 novas Organizações de Produtores na categoria de frutos secos, sendo de esperar que toda a fileira adquira uma nova dinâmica.

 
 
 
 
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