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A Comercialização da Ameixa em Portugal

A ameixa é o fruto da ameixeira, uma planta herbácea que pertence à família das Rosáceas. Necessita de um clima temperado, mas resiste perfeitamente ao frio. Existem variedades europeias, japonesas e americanas.

Mais de metade da produção mundial de ameixa concentra-se na Ásia, sendo a China o maior exportador do Mundo. Na união Europeia, destacam-se como importantes produtores de ameixa a França, a Espanha, a Polónia, a Itália, a Hungria e a Alemanha. A produção nacional corresponde a 2% da produção da União Europeia.

As áreas de mercado mais representativas, em Portugal, são o Ribatejo, o Oeste, Palmela, campo Maior, Estremoz, Borba, Algarve e cova da Beira.

As ameixas têm alto valor nutritivo. São ricas em água, açúcar, sais minerais (cálcio, fósforo e ferro) e algumas vitaminas. São também conhecidas pelas suas propriedades laxantes, que se devem à sua riqueza num tipo de açúcar – o sorbitol. Quando secas, essa propriedade fica ainda mais acentuada.


Por ser um fruto difícil de conservar, na sua forma natural, o seu consumo fora de época, pode ser feito através dos seus derivados como compotas, licores, conservas em calda de açúcar ou sob a forma desidratada. As ameixas secas são excelentes para recheios de carne, bolos e sobremesas.

Embora a ameixa seja uma fruta macia, ela só é boa para o consumo enquanto está firme, com aparência fresca e cor viva, sem partes moles, manchadas ou amachucadas. A ameixa, conforme a variedade, apresenta algumas diferenças de valor nutricional. Por exemplo, a ameixa-vermelha é rica em provitamina A, ao passo que as outras variedades são relativamente pobres. A ameixa-amarela é, por sua vez, mais doce e energética, além de conter um pouco mais de proteína. A ameixa-preta apresenta elevada atividade aquosa.

A campanha de comercialização da ameixa decorre desde meados de Junho a meados de Outubro. A comercialização efectua-se na grande maioria, através das Organizações de Produtores, armazenistas e produtores individuais com alguma dimensão. No mercado interno, cerca de 50% do produto é encaminhado para os mercados abastecedores, sendo o restante repartido pelas grandes superfícies de venda, grossistas e empresas de transformação. Os pequenos produtores, não tendo capacidade de concentração da oferta, efectuavam a venda à porta da exploração ou abastecem os pequenos mercados locais. No caso da ameixa Rainha-cláudia, cerca de 20 % tem como destino a indústria para confitagem.

Esta fruta tem pouco peso na produção total de frutos frescos, não chegando aos 2%. Contudo, é um fruto com algum sucesso a nível de penetração em mercados estrangeiros.

A balança comercial é deficitária, em virtude do volume de vendas ser inferior face ao das entradas. O Reino Unido, Espanha e Irlanda são os principais clientes, para a ameixa nacional. Os maiores fornecedores do mercado nacional são Espanha e, em período de contra-estação, a África do Sul, a Argentina e o Chile.

A cultura da ameixa teve o seu maior incremento na década de oitenta. Neste momento assiste-se à reconversão de alguns pomares, substituindo variedades por outras de maior rentabilidade, não se prevendo alterações significativas na área total plantada.

 
 
 
 
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