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  Consumo em Portugal está "em queda livre"

O consumo em Portugal "está em queda livre". A conclusão é da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição que, no seu barómetro de vendas do primeiro trimestre do ano, identifica uma quebra de 3,7 por cento no volume de vendas dos seus associados. A queda é mais acentuada na área não alimentar, em que o recuo global de vendas se situa nos 8,6 por cento.

Mas há categorias de produtos com quebras superiores a 25 por cento. No total, esta área não alimentar viu o seu volume de vendas recuar dos 2093 milhões de euros no primeiro trimestre de 2011 para os 1914 milhões entre Janeiro e Março deste ano.

Segundo as contas da associação, o volume de vendas da área alimentar cresceu 0,2 por cento, para 2640 milhões de euros. Um comportamento que, no entanto, como explicou a directora-geral da APED, Ana Isabel Trigo Morais, traduz uma quebra efectiva no volume de vendas das empresas que operam na área do retalho alimentar.

"Este valor acomoda a reclassificação do IVA numa vasta série de produtos e o efeito da inflação. Ou seja, o preço sobe, mas o consumo diminui", resume Ana Isabel Trigo Morais. Nesta área, de resto, a APED identifica várias mudanças nos hábitos de consumo dos portugueses, impulsionada pela crise. "As pessoas estão a ir mais vezes às compras e a comprar menos de cada vez. O gasto de dinheiro está a ser mais racionado", explica.

Outra alteração significativa está relacionada com o downtrade nos produtos adquiridos. "Está a registar-se uma descida na qualidade dos produtos comprados. Além disso, as pessoas estão a comprar mais matéria-prima para produzir as suas refeições em vez de comprarem congelados", exemplifica, antes de alertar para o perigo do agravamento da crise económica. "O próximo passo deste downtrade é as famílias terem dificuldade para garantir a sua subsistência".

"É importante que o governo olhe para o que se está a passar, porque este sector deveria ser um motor para ultrapassar a crise", prossegue a responsável, convicta de que este barómetro da APED evidencia que factores como "a subida do IVA ou a nova taxa alimentar têm consequências na economia do país". "Está a baixar a criação de emprego e está a prejudicar a nossa contribuição para o PIB", diz a responsável da APED.

Os portugueses passaram a comprar mais frescos, mercearias e charcutaria, em detrimento de outros produtos, o que demonstra uma "alteração radical" no consumo, disse Ana Isabel Trigo Morais, que acrescentou que desde que a crise se começou a sentir os portugueses começaram a alterar os seus hábitos.

Numa primeira fase, os consumidores deixaram de ir ao restaurante e passaram a preferir o consumo de comida pronta, nomeadamente congelados. Agora, segundo os dados do primeiro trimestre, os portugueses passaram "para uma categoria mais barata de produtos", que passa pelos frescos (que subiram 0,7 pontos percentuais), mercearias (crescimento de 0,9 pontos percentuais) e charcutaria (mais 0,3 pontos percentuais). Ou seja, os portugueses passaram "a comprar mais matéria-prima" para cozinharem em casa, o que reflecte o impacto das medidas de austeridade.

Ainda por categoria de produtos, as vendas de lácteos recuaram 0,9 pontos percentuais, a categoria Drogaria e Produtos de Higiene (DPH) caíram 0,8 pontos percentuais, as bebidas perderam 0,3 pontos percentuais e os congelados estagnaram.

Fonte: Agência Lusa

 
 
29-06-2012
       
 
   
 
 
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