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  Produção organizada é fundamental para "quebrar" desequilíbrios na distribuição

A ministra da Agricultura apelou aos agricultores para produzirem de forma organizada, através de organizações de produtores, para poderem ganhar competitividade na comercialização e "quebrar" desequilíbrios nos preços da cadeia de distribuição de produtos agroalimentares.

Portugal tem "potencial agrícola" e "produz bem, com qualidade e de forma cada vez mais sofisticada", mas, "muitas vezes, falha a parte da comercialização" e, por isso, a "organização da produção para gerar competitividade e capacidade de oferta e negocial é importantíssimo", disse Assunção Cristas.

A ministra falava na abertura do seminário "Organização da Produção, uma maior competitividade na comercialização", a decorrer hoje em Beja, numa organização da Portugal Fresh - Associação para a Promoção das Frutas, Legumes e Flores de Portugal e da Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva.

Em Portugal, a produção organizada em organizações de agricultores é de 18 por cento, precisou, frisando tratar-se de uma "baixíssima" percentagem em relação à média europeia e às percentagens de outros países, como a Áustria (cerca de 80 por cento) e a Alemanha (47 por cento).

"É verdade que há uma grande falta de equidade na distribuição de valor ao longo da cadeia agroalimentar", disse, lembrando as "verdadeiras e justificadas" preocupações dos agricultores, "reclamando dos preços que a grande distribuição lhes paga" pelos produtos agrícolas.

No entanto, frisou, "por mais que façamos nessa matéria, e estamos a fazer", sobretudo através da Plataforma de Acompanhamento das Relações na Cadeia Agroalimentar (PARCA), "há algo incontornável".

"Quanto mais organizada e força tiver a produção, mais capacidade tem de se relacionar numa situação de maior igualdade e equilíbrio com a indústria e a distribuição" e "quanto mais equilibradas forem as partes, mais equilibrados são os contratos" entre os agricultores e os distribuidores, defendeu.

Segundo a ministra, "nos últimos seis anos, houve um aumento consistente dos custos de produção", na ordem dos 26 por cento, e "não houve capacidade do produtor repercutir esse aumento de custos na cadeia agroalimentar".

"Esta incapacidade, em algum momento, tem de poder quebrar e quebra pela organização e por via da exportação", disse, sublinhado que a organização da produção "não é tudo, mas é uma parte relevante daquilo que se pode fazer nesta matéria" e "o caminho é por aí".

A ministra considerou "pouco compreensível" que os agricultores nacionais sejam "capazes de colocar frutas e legumes a preços competitivos lá fora" e "cá dentro, sem os custos de transporte e logística associados, não sejam capazes de o fazer".

Assunção Cristas garantiu que o Governo, em conjunto com o setor agrícola, no âmbito do trabalho de reforma da Política Agrícola Comum e no desenho do próximo Programa de Desenvolvimento Rural, vai fazer "tudo o que puder" para "promover a importância e a relevância da produção organizada em organizações de produtores".

Neste sentido, disse, o Governo já "sinalizou" junto da Comissão Europeia propostas para apoiar novas organizações de produtores, mas também "o ganho de escala e o fortalecimento de organizações já existentes".

 

Fonte: Agência Lusa


 

 
 
04-07-2012
       
 
   
 
 
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