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  Roménia está a vender a sua agricultura tradicional

A tradicional agricultura romena está a ser engolida pelas grandes produções, com elevados capitais, que beneficiam dos fundos europeus, e podem colocar produtos mais baratos no mercado. Embora 30 por cento dos 19 milhões de romenos dependa desta agricultura sustentável, os decisores políticos não estão a possibilitar o seu desenvolvimento e manutenção.

As paisagens da Roménia resistiram ao tempo. Os agricultores cultivavam artesanalmente as suas pequenas parcelas, os porcos e galinhas partilham as ruas das aldeias com as crianças. No entanto, é já evidente a ruptura com o modo de vida encapsulada no tempo ao longo de 75 anos enquanto noutros países tudo mudava a um ritmo muito acelerado. Em volta das aldeias expandem-se progressivamente vastos campos de monoculturas ao sabor dos subsídios da UE à produtividade. Os agricultores da era moderna continuam a aumentar e a expandir os seus campos engolindo toda a agricultura tradicional pelo caminho.

Este modelo teve resultados de grande efeito principalmente para os mais poderosos países europeus, no entanto, quando aplicado à Roménia ou aos vizinhos dos Balcãs as diferenças são notórias. Cerca de 30 por cento da população romena vive com agricultura de subsistência ou semi-subsistência, que representa uma importante componente da economia romena e são responsáveis pela preservação cultural e da biodiversidade.

Esta característica não está a ser tida em conta pelos decisores políticos nacionais ou da Europa. A Política Agrícola Comum, sem olhar às situações locais peculiares, vai contra toda esta estrutura romena e a maioria dos agricultores romenos estão a ser marginalizados. Mais de 70 por cento das explorações agrícolas romenas não têm direito a subsídio e menos do 1 por cento dos agricultores ficam com mais de metade do dinheiro enviado pela Europa para a Agricultura.

Os pequenos agricultores, sem subsídios, enfrentam os elevados custos das sementes, num mercado monopolizado por grandes multinacionais, e vendem a sua produção a um muito baixo preço devido à competição imposta pelos produtos vindos de outros países a baixo custo e pelas grandes produções.

Os pequenos agricultores ficam forçados a vender as suas parcelas, principalmente com o aumento de pressão consequente da entrada dos gigantes da biotecnologia no mercado, ao mesmo tempo que não há qualquer disponibilização de vias que permitam a manutenção e o desenvolvimento desta agricultura sustentável.

Fonte :Guardian / Naturlink

 
 
18-07-2012
       
 
   
 
 
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