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  Seca reduz a produtividade agrícola

A produtividade agrícola regista perdas significativas devido à seca, que este mês sofreu um novo agravamento. As quebras de produção de trigo atingem os 40 por cento no Alentejo. Na região Centro, líder na produção de batata, a produtividade deste alimento regista igualmente uma redução de 40 por cento.

No Algarve, os citrinos registam uma diminuição de 30 por cento e a alfarroba de 40 por cento. Em Lisboa e Vale do Tejo há uma redução expressiva na produção de uva de 29 por cento. Também no Norte, a falta de chuva provoca estragos, com uma diminuição de 25 por cento nos produtos hortícolas.

O 8º relatório de Acompanhamento e Avaliação dos Impactos da Seca revela que, no final de Junho, 80 por cento do território do continente estava em seca severa ou extrema. Numa projecção para este mês, observados valores de precipitação extremamente baixos, a seca sofreu novo agravamento, com 74 por cento do território em seca extrema (nível mais grave) e 17 por cento em seca severa.

O Instituto da Água revelava uma quantidade de precipitação de 2,5 litros/metro quadrado, muito abaixo do habitual para Julho (10,3 l/m2).

A seca levou a que, no primeiro semestre do ano, a importação de energia eléctrica tenha aumentado 152 por cento, revela o relatório elaborado pelo Gabinete de Planeamento e Políticas, do Ministério da Agricultura. O aumento da importação de energia resulta da queda de produção de energia hídrica: menos 64 por cento. O armazenamento das albufeiras foi, em Junho, de 53 por cento.

No primeiro semestre deste ano registou-se um número de ocorrências de incêndios quase duas vezes superior ao valor médio do último decénio. Por sua vez, o total da área ardida supera quase três vezes a média dos últimos dez anos. Neste período registaram-se 2752 incêndios (a média anual é de 1367), tendo ardido 35 107 hectares, dos quais 20 930 de mato. Um valor três vezes superior à média registada desde 2002, que é de 12 450 hectares. Os distritos mais atingidos pelos fogos são Braga, Bragança, Guarda, Vila Real e Viseu.

 

Fonte: Correio da Manhã

 
 
30-07-2012
       
 
   
 
 
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