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  Produtores querem índice de referência de preços

Os produtores de leite exigem a criação de um índice de referência de preços, tendo em conta que, apesar da promessa de Assunção Cristas, ministra da Agricultura, de que o Governo está a recolher junto das entidades do sector propostas para novas regras de regulação do mercado do leite, «nomeadamente ao nível dos contratos entre produção, indústria e distribuição» e que em Setembro deverá apresentar medidas legislativas a este nível, a situação dos produtores de leite no Continente piora de dia para dia.

Segundo a associação, nem o novo concurso para a reestruturação e modernização do sector do leite, lançado em Junho, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder), consegue, no imediato, salvar a situação. O que pode pôr em causa o abastecimento à indústria de lacticínios, cujo futuro, lembra a APROLEP, «depende do abastecimento regular de leite em quantidade e qualidade».

«A maioria dos produtores de leite portugueses foi já informada da baixa de mais um cêntimo por litro de leite vendido à indústria a partir de um de Setembro». Aliás, olhando para este ano, «o preço do leite pago ao produtor desceu entre 2,5 cêntimos e 4,5 cêntimos por litro desde o início de 2012», revela a APROLEP, descidas que representam «uma quebra de receita na ordem dos 10 a 15 por cento, acrescenta.

Em sentido inverso, «muitos produtores tomaram conhecimento da subida de dois cêntimos por quilo de ração para alimentação dos animais para o mesmo mês», revelou a mesma fonte, lamentando que se tenham confirmado «as piores expectativas para os produtores».

A soja, por exemplo, um dos principais componentes da alimentação das vacas leiteiras, quase duplicou o preço e está, actualmente, a 56 cêntimos por quilo, refere Carlos Neves, temendo «mais subidas em Setembro devido à seca nos Estados Unidos da América e na Rússia», sem falar nos preços do gasóleo, que «bateram sucessivos recordes».

Problemas de que também fala a FENALAC (Federação Nacional das Cooperativas de Leite e Lacticínios), que, em comunicado, lembra «a situação económica, financeira e social do país», que «tem conduzido a sérios constrangimentos no rendimento das famílias e na consequente retracção das quantidades consumidas, afectando também o segmento lácteo, além de que se assiste uma transferência da opção de compra para as gamas mais acessíveis».

O eurodeputado Capoulas Santos, por seu lado, quer «derrogações à lei da concorrência» e diz-se «inconformado com a inacção das instâncias europeias perante o cenário de crise que atravessa o sector leiteiro, particularmente em Portugal».

O também relator do Parlamento Europeu para alguns dos relatórios sobre a revisão da política agrícola comum (PAC), disse que interpelou, a semana passada, por escrito a Comissão Europeia «sobre que acções a mesma pretende empreender neste contexto», sublinhando que os decisores políticos «não podem permanecer indiferentes».

Na carta enviada a Bruxelas, refere Capoulas Santos, foi dito que «defende uma adequada regulação do mercado do leite para que seja possível garantir preços à produção minimamente remuneradores», e admitiu «ser necessário prever derrogações à lei da concorrência, de forma a ter em conta a especificidade da actividade agrícola, tal como reconhecida nos termos da legislação comunitária».



Fonte: Vida Económica

 
 
13-09-2012
       
 
   
 
 
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