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  Crescimento demográfico aumenta preço dos bens alimentares

O investimento em matérias-primas agrícolas é um tema estrutural para os investidores. O racional é que o crescimento demográfico irá fazer subir o preços dos bens alimentares, através de uma dinâmica de oferta e procura, com esta última a crescer mais rapidamente que a capacidade de produzir alimentos.

De facto, segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), a população mundial deverá subir dos actuais seis mil milhões para nove mil milhões em 2050.

Além disso, outros factores relevantes parecem apontar para que, no longo prazo, os preços das matérias-primas agrícolas estejam mais elevados. De facto, as alterações demografias acarretam outras mudanças a nível mundial, nomeadamente ao nível do urbanismo, que reduz as áreas agrícolas, e ao nível de necessidades energéticas, o que pode levar ao aumento dos biocombustíveis que utilizam produtos agrícolas para outros fins para além da alimentação, provocando ainda maior aumento da procura.

Por fim, existem também alterações socioeconómicas, como nas economias emergentes, que estão a proporcionar mudanças nos hábitos alimentares destes consumidores, com uma procura no consumo de carne.

Na China, por exemplo, o consumo de carne a mais que duplicou desde os anos 80, são necessárias 24 calorias de cereais para produzir uma única caloria sob a forma de carne de vaca, de acordo com a Quercus. Assim, os preços das matérias-primas, embora com oscilações significativas, registam na última década apreciações que superam de forma significativa os ganhos dos mercados accionistas desenvolvidos e de alguns emergentes.

O milho, por exemplo, aprecia 170 e o trigo 100 por cento desde o início de 2002, enquanto o S&P500 o índice accionista da referência para os mercados accionistas norte-americanos, ganha apenas 5,6 pontos percentuais, performances medidas em Euros.

No mesmo intervalo temporal, o Eurostoxx50, índice accionista para a Zona Euro, deprecia quatro por cento e o mercado accionista chinês, uma economia com elevado crescimento económico nestes anos, 40 por cento.


No curto prazo, os preços destes produtos, contudo, são sensíveis a outras dinâmicas, que parecem conferir um risco elevado a este investimento. As questões climáticas, que influenciam o rendimento das colheitas em diversos locais do globo, são um factor determinante para o preço das matérias-primas.

Recentemente, a maior seca das últimas seis décadas nos EUA comprometeu as colheitas e levou os preços do milho e do trigo a subirem cerca de 40 pontos desde Junho.

O investimento nesta temática, além disso, não se circunda apenas ao investimento direto em matérias-primas agrícolas. Também é possível beneficiar da mesma através do investimento em empresas envolvidas no negócio agrícola, como produtoras de alimentos, de maquinaria, fertilizantes, conservantes ou transportadoras.

Com efeito, as estimativas apontam para lucros recorde para os agricultores norte-americanos, seja via o efeito de subida dos preços, seja via seguros de protecção face a destruição de colheitas. No Banco Best existem instrumentos, disponíveis aos investidores, que permitem investir nesta matérias, seja directamente nas matérias-primas ou nas empresas do sector agrícola.


 

Fonte: Jornal de Negócios

 
 
24-09-2012
       
 
   
 
 
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