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  EUA_Abrem guerra ao azeite da Europa

Os norte-americanos não sabem distinguir o bom azeite extra virgem do azeite rançoso, por isso, o lobby dos produtores de azeite da Califórnia chamou a si a responsabilidade de educar os consumidores compatriotas e quer dificultar a entrada do produto importado, nomeadamente o português. 

Os produtores históricos e maiores exportadores europeus de azeite_Itália, Espanha, Grécia e Portugal - serão afetados se a marketing order federal entrar em vigor a nível nacional, mas, por agora, nada mais podem fazer se não apoiar a North American Olive Oil Association, que inclui como membros os maiores importadores e distribuidores de azeite, e o Conselho Internacional do Azeite, entre quais se inclui a portuguesa Casa do Azeite. 

Se o azeite for incluido na "lista 8e" de produtos importados nos EUA, terá de ser submetido a "uma série de análises e procedimentos complexos, dispendiosos e burocráticos que visam, acima de tudo, dificultar a entrada no produto nos EUA", explica Mariana Matos, secretária geral da Casa do Azeite. 

A marketing order já foi aprovada em algumas das muitas instâncias que, nos EUA, terá de percorrer até ser aceite plenamente em vigor, devendo ser apreciada pelo Congresso ainda este ano. Os europeus terão "maiores custos para colocar o azeite no mercado norte-americano" se a proposta passar, o que está a causar preocupação na Europa. 

Sabendo-se que só 2% do azeite consumido nos EUA é produzido no país, e sendo este o maior importador mundial de azeite, os produtores californianos não tiveram problemas em associar a má qualidade ao azeite dos produtores europeus. 

Mas esta não é uma guerra sobre padrões de qualidade, assegura Mariana Matos. "É uma guerra comercial pura", refere, duvidando também que "os produtores emergentes na Califórnia consigam, de um dia para o outro, abastecer mais do que os atuais 2% do mercado". 

A Itália tem vindo a aumentar as exportações de azeite para os EUA, nos últimos cinco anos, em médias anuais acima de 50%, sendo responsável por 149,44 toneladas das 292,049 toneladas que a UE, no seu conjunto, coloca nos EUA. 

Portugal surge em quarta posição entre os europeus, com apenas 1,890 toneladas exportadas e tímidos incrementos anuais que não chegam a 1%, entre 2006 e 2011. A Austrália, por exemplo, país onde a olivicultura é ainda um negócio emergente, conseguiu, em 2011,exportar 1,904 toneladas de azeite para os EUA. 

Na evolução das importações de azeite pelos EUA, segundo os dados divulgados em julho passado, pelo Conselho Oleícola Internacional, a União Europeia tem vindo a perder quota,progressivamente, para os novos produtores do norte de África, como Marrocos, ou os australianos. De 80% do negócio a pertencer à UE, entre 2006 e 2010, no ano passado cifrou-se em apenas 76,1%. 

Os maiores compradores do azeite virgem português, em quantidade, e em 2011, foram o Brasil (53,2%), a Espanha (29,7%) e a Itália (7,4%), representando as exportações para os EUA apenas 2%. Mas no caso do azeite a granel e embalado, as exportações para os EUA foram um pouco mais expressivas, com 5,3%, sendo o quinto maior comprador do azeite lusitano. No total, em valor, não atingiram os cinco milhões de euros. 


Fonte:Dinheiro Vivo
 
 
29-10-2012
       
 
   
 
 
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