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  Produção de azeite aumentou 44% em 2011

Portugal produziu 76.203 toneladas de azeite em 2011, mais 44 por cento que a média dos três anos anteriores. 

Os dados, avançados ao Expresso pela Casa do Azeite, entidade que representa os produtores, indicam ainda que o valor da produção foi de 249,3 milhões de euros. 

A mesma organização estima que o crescimento médio nos próximos três anos deverá ser da ordem dos 20 por cento, sendo que de 2016 a 2020 o setor deverá continuar a crescer, embora a um ritmo mais moderado - da ordem dos 10 por cento ao ano. 

Desde finais dos anos sessenta que Portugal não produzia tanto azeite, sendo de esperar, segundo os especialistas do setor, que dentro de um/dois anos o país volte a ser autosuficiente neste domínio. 

A área total ocupada pelo olival é de 335.841 hectares, com mais de 164 mil no Alentejo, que é a zona do país que mais azeite produz. Seguem-se Trás-os-Montes (75.266 hectares), as Beiras (61.677) e o Ribatejo/Oeste (25.540). 


Outro dado significativo avançado pela Casa do Azeite revela que as exportações cresceram 67 por cento em 2011, face à média dos três anos anteriores. A mesma associação estima ainda que até 2014 as exportações irão continuar a aumentar à média de 40 por cento ao ano. Nos destinos das exportações o destaque vai para o Brasil, para onde seguiram 32.584 toneladas em 2011. Para Espanha foram 15.489 e para Angola 3.248. 

Para a campanha 2012/2013 a Casa do Azeite estima uma quebra na produção mundial (com Espanha a registar uma quebra de 50 por cento). Isto terá como efeito um aumento dos preços, para o que concorre ainda o aumento 
do consumo a nível global. 

"Estima-se uma redução na produção, particularmente nas zonas de produção mais tradicionais. Essa quebra esperada está relacionada com as condições climatéricas adversas da última primavera, muito seca e que, por isso, prejudicou a floração e respectiva formação de azeitona. O que não sabemos bem é se os novos olivais que agora entram em produção (como são maioritariamente regados, não tem um impacto tão negativo das condições climatéricas), nomeadamente do Alentejo, serão suficientes para contrabalançar as quebras dos olivais tradicionais", explica Mariana Matos, da Casa do Azeite. 





Fonte: Expresso
 
 
12-11-2012
       
 
   
 
 
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