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  Produção de castanha sofre quebra de 20% devido ao clima

A produção de castanha no concelho de Valpaços, que representa um volume de negócio de 15 a 20 milhões de euros na região, sofreu uma quebra de 20 por cento devido ao verão seco.

As três denominações existentes em Trás-os-Montes e Alto Douro correspondem a 85 por cento da produção de castanha nacional.

O presidente da junta de freguesia de Carrazedo de Montenegro, Alípio Barreira, afirmou à agência Lusa que era esperado um decréscimo na produção da castanha, devido ao verão prolongado, quente e seco, mas não "tão acentuado".

As últimas chuvas melhoraram a produção e a qualidade da castanha que, este ano, é "de excelência", acrescentou.

Por este motivo, o fruto está a ser pago, diretamente ao produtor, entre 2 e 2,5 euros, comparativamente ao preço máximo de 1,80 euros do ano passado.

Segundo o autarca, a produção é menor, mas como o preço subiu ajuda a colmatar os prejuízos.

"Nenhum produtor fica com castanhas em armazém, tal é a procura, aliás, há mesmo compradores que esperam pelos agricultores à entrada dos soutos para negociarem na hora", garantiu.

O "petróleo" da região, Terras de Montenegro, é escoado entre os 70 a 80 por cento para países como França, Itália, Brasil e Canadá, sublinhou.

Sendo uma atividade rentável, Alípio Barreira arriscou dizer que "quase 95 por cento" da população da região tem um souto porque é um extra no rendimento do agregado familiar e, nalguns casos, o principal meio de subsistência.

Por isso, explicou, a plantação de soutos têm aumentado significativamente, sobretudo por jovens agricultores, ajudando a atenuar a destruição de castanheiros pelas doenças da tinta e cancro.

O presidente da Câmara de Valpaços, Francisco Tavares, garantiu que a castanha é o "ouro" da região de Trás-os-Montes porque é o principal sustento económico das famílias e, anualmente, gera uma receita entre os 15 e 20 milhões de euros.

"A castanha é uma riqueza e uma mais-valia concelhia para os agricultores da região que, ao longo dos tempos, vão sabendo aproveitá-la e tirar partido das suas potencialidades", frisou.

As Terras de Montenegro estão inseridas na Denominação de Origem Protegida (DOP) da Padrela, que se estendem pelos concelhos de Valpaços, Vila Pouca de Aguiar, Chaves e Murça que produzem,anualmente, entre seis a oito mil toneladas de castanha.

As três denominações existentes em Trás-os-Montes e Alto Douro, designadamente Soutos da Lapa, Terra Fria e Padrela, correspondem a 85 por cento da produção de castanha nacional.

A 16.ª edição da Feira da Castanha, que decorre em Carrazedo de Montenegro até domingo, divulga o "ouro" da região, produtos e doces convencionados com o fruto, peças de artesanato e dá a provar um bolo com 600 quilos.

 

Fonte:Lusa

 
 
13-11-2012
       
 
   
 
 
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