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  OMC prevê menor crescimento do comércio mundial do que o esperado para 2013

OMC prevê menor crescimento do comércio mundial do que o esperado para 2013 

 

A Organização Mundial do Comércio (OMC) prevê que o comércio mundial cresça 2,5 por cento em 2013, abaixo dos 3,3 por cento esperados inicialmente, e a um nível próximo do valor de 2,3 pontos registados em 2012.

No relatório de Estatísticas do Comércio divulgado nesta quinta-feira, a OMC refere que as importações dos países desenvolvidos estão a reanimar-se, embora a um ritmo mais lento do que o esperado, o que está a ter impacto nas exportações quer dos países desenvolvidos, quer daqueles em desenvolvimento. No primeiro semestre, o crescimento das trocais mundiais foi de apenas 1,2 por cento face ao mesmo período de 2012.

A OMC reviu também em baixa as suas previsões de crescimento para 2014, de cinco por cento para 4,5. E embora admita que existem sinais que apontam para uma «recuperação gradual», a organização sublinha que há uma mensagem importante a reter: o abrandamento das trocas comerciais deve-se essencialmente às condições macroeconómicas adversas, mas «existem fortes indícios de que o proteccionismo também contribuiu e está a revestir novas formas difíceis de detectar».

Esta situação reforça a necessidade de aprofundar as negociações multilaterais, nota a OMC, destacando também a resiliência das economias em desenvolvimento, que continuaram a crescer fortemente em 2013, com um crescimento homólogo de 5,8 pontos percentuais (p.p.) na primeira metade do ano, compensando parcialmente a estagnação na Europa e Estados Unidos.

A Organização fala ainda em dados animadores que surgem da China, Estados Unidos, Europa e Japão, relativamente a alguns indicadores de actividade futura de sectores industriais que sugerem uma possível recuperação. Outras notas positivas são o crescimento da economia japonesa graças a novas medidas fiscais e monetárias, a melhoria da produção industrial na China e a redução do desemprego nos Estados Unidos.

A entidade presidida pelo brasileiro Roberto Azevêdo refere ainda que as taxas de crescimento poderão superar o esperado se a Europa, que representa cerca de um terço do consumo mundial, sair rapidamente da recessão. A maior ameaça ao cumprimento das previsões de crescimento seria que a Reserva Federal norte-americana optasse por retirar os estímulos à economia o que, como foi anunciado na quarta-feira, não irá acontecer.

Porém, admitindo que as taxas de desemprego na Europa irão manter-se em níveis históricos, é expectável que o crescimento do comércio mundial se mantenha abaixo da média de 5,4 por cento registada nos últimos 20 anos, nos próximos trimestres, acrescenta a OMC.

Fonte: Público

 
 
19-09-2013
       
 
   
 
 
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