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  Preços dos alimentos nos mercados estão mais estáveis

O aumento da produção e das reservas mundiais de cereais está a ajudar a estabilizar os preços dos alimentos nos mercados internacionais.

De acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), há menos volatilidade nos preços do que nos últimos anos, graças à melhoria do abastecimento.

Nos Estados Unidos, houve uma recuperação das culturas de milho e na Comunidade de Estados Independentes, organização governamental composta pelas antigas repúblicas soviéticas, as colheitas de trigo atingiram níveis recordes. A produção mundial de arroz em 2013 «deve observar apenas um crescimento modesto», refere a FAO.

David Hallam, director da Divisão de Comércio e Mercados da FAO, explica que os preços da maioria dos produtos alimentares básicos «têm baixado nos últimos meses». «Isto resulta do aumento da produção e da expectativa de termos um aumento de abastecimento na actual temporada, maiores quantidades para exportação e reservas mais altas», afirmou.

A FAO estima que as reservas mundiais de cereais, que terminam em 2014, terão um aumento de 13 por cento para 564 milhões de toneladas. Trigo e arroz devem subir sete por cento e três por cento, respectivamente. «A expansão das reservas mundiais de cereais vai traduzir-se num rácio de reservas/utilização mundial de cereais situado nos 23 por cento, muito acima do mínimo histórico de 18,4 pontos em 2007/2008», diz a FAO.

A organização divulgou também o seu índice de preços que subiu ligeiramente em Outubro, para uma média de 205,8 pontos, mais 1,3 por cento face a Setembro, mas ainda 11 pontos, 5,3 por cento abaixo do seu valor de Outubro de 2012. Este aumento é atribuído, nomeadamente, a uma subida dos preços do açúcar.

O consumo deste produto deverá crescer cerca de dois por cento em 2013 e 2014, mas a produção mundial deverá crescer apenas ligeiramente. No Brasil, o maior produtor e exportador do mundo, as condições climatéricas desfavoráveis prejudicaram as colheitas.

A FAO prevê que a produção mundial de carne aumente 1,4 por cento em 2013 e os preços estão historicamente altos desde 2011, não havendo qualquer indício de descidas. O consumo de peixe também continua a aumentar, muito impulsionado pela aquicultura que está em vias de ultrapassar a pesca de captura como a principal fonte de abastecimento de pescado para consumo humano.

 

Fonte: Público

 
 
08-11-2013
       
 
   
 
 
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