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  Presidente do OMAIAA: «Perspectiva-se produção recorde de cereais»

Os preços dos alimentos no mundo subiram em Fevereiro 2,6 por cento, o maior aumento mensal desde 2012, numa altura em dois grandes exportadores de cereais, a Rússia e a Ucrânia, estão sob tensão.

De acordo com o Índice mensal publicado pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), os preços a nível mundial subiram 2,6 por cento face ao mês anterior, mas desceram 2,12 por cento em relação a Fevereiro de 2013, devido, sobretudo, a «variações climáticas e também pelo aumento da procura».

Em declarações ao Diário de Notícias, a presidente do Observatório dos Mercados Agrícolas e das Importações Agro-Alimentares (OMAIAA), Maria Antónia Figueiredo, questionada sobre o aumento dos preços dos alimentos em Fevereiro, explica que «o que de facto se verifica é um declínio ao nível do índice de preços nos últimos quatro anos», ou seja, entre 2011 e 2014, «muito impulsionado pela descida ao nível dos índices dos óleos vegetais, dos cereais e do açúcar».

Em relação aos índices relativos à carne e aos produtos lácteos, Antónia Figueiredo afirma que estes «têm vindo no primeiro caso a apresentar um valor relativamente estável e no segundo caso a aumentar sucessivamente nos últimos anos. Relativamente a fevereiro de 2014, o que se verificou foi uma subida em praticamente todos os índices, tendo sido maior no caso dos óleos vegetais, nomeadamente do óleo de palma e soja».

No caso do óleo de palma, a responsável explica que «o tempo seco em algumas das principais zonas produtoras do Sudeste Asiático, associado a uma crescente procura para a produção de biodiesel, levaram a um aumento deste índice. No que respeita ao óleo de soja, os receios de condições desfavoráveis para a produção na América do Sul têm afectado negativamente a produção de soja. O índice relativo à carne foi aquele em que se verificou uma ligeira descida de valores», indica a responsável.   

Questionada sobe como a situação na Ucrânia e Rússia pode afectar os preços, a presidente adianta que segundo a FAO, «perspectiva-se uma produção mundial recorde, pelo que a ligeira subida do índice verificada entre Janeiro e Fevereiro de 2014 poderá ser contrariada».

Antónia Figueiredo sublinha que «a Federação Russa e a Ucrânia são os segundo e terceiro maiores produtores europeus de cereais, a seguir à França, muito embora com produções ainda longe dos principais produtores mundiais, nomeadamente, a China, os Estados Unidos e a Índia».

Sobre a situação de auto-aprovisionamento em Portugal, a presidente do OMAIAA adianta que segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), o nível de auto-aprovisionamento, em 2012, de cereais foi de 20,8 por cento, «o que nos torna enormemente dependentes do mercado internacional», conclui Maria Antónia Figueiredo.

 

Fonte: Diário de Notícias, Jornal de Notícias

 
 
07-03-2014
       
 
   
 
 
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