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  China aumenta consumo de azeite

O “The Wall Street Journal” informou sobre o crescente interesse por parte da China pelo azeite. Assim, nos últimos meses, os consumidores mais endinheirados estão a utilizar azeite para cozinhar, fornecidos por garrafas importadas, refere o mesmo jornal.

A cozinha tradicional chinesa não utiliza azeite, no entanto, uma série de escândalos relacionados com a segurança alimentar no país motivou uma escalada de preocupação pela ingestão de produtos saudáveis, assim como uma maior tomada de consciência por uma vida mais saudável, ao mesmo tempo do lançamento de uma série de campanhas que mostram as vantagens e os benefícios deste tipo de produto, o que resultou para impulsionar a procura de azeite.

No ano passado, a China gastou 184 milhões de dólares na importação de azeite, valor que representa um aumento de 0,3 por cento em relação a 2012. Esta subida, ainda é mais espectacular se comparada com os registos de uma década, quando as compras ao exterior somavam, apenas, um milhão de dólares.

O aumento da procura local levou as empresas chineses a formalizar aquisições de olivais, sobretudo na Austrália, para assegurar o fornecimento, assinala o “The Wall Street Journal”. Até à data, «as operações chinesas no sector do azeite são pequenas em comparação com as transacções milionárias que realizam, por exemplo, nos sectores de energia e matérias-primas». Assim, esta actividade concentra-se essencialmente em «comprar a granel a grandes produtores europeus e engarrafar na China.

Segundo Tim Smith, director de Vendas e Marketing de Boundary Bend Ltd, o maior produtor de azeite virgem da Austrália, «o conjunto de operações no mercado local indica que os investidores asiáticos já possuem quase 10 por cento da produção nacional».

Contudo, Austrália é um produtor muito pequeno em comparação com outros países do Mediterrâneo. A Espanha representa entre 45 a 50 por cento da produção mundial de azeite, na sua maioria procedente da Andaluzia e a sua quota legal de mercado na China é de 60 por cento, seguida pela Itália, Grécia e a região do norte de África.

Actualmente, o mercado chinês importa cerca de 99 por cento do azeite que consome, já que poucas zonas do país, à excepção das províncias de Gansu, Yunnan e Sichuan, contam com as condições climatéricas adequadas para a produção de azeitona, ou seja, com verões quentes e secos e invernos suaves e húmidos. Esta circunstância obriga a recorrer, de forma crescente, à importação, que já ultrapassou as 14.700 toneladas em 2009 até 43.400 durante 2013, mais 195 por cento. 

«Há um enorme potencial de crescimento contínuo da utilização de azeite na China nas próximas duas décadas, embora não na taxa de crescimento explosiva anual de 30 a 40 or cento verificada nos últimos cinco anos», assinala manual León, representante em Shangai da EXTENDA,  a agência de promoção das exportações de Andaluzia. A cada mês, esta entidade recebe diversos pedidos de empresas chinesas que querem comprar azeite ou fazer contratos de licença».

 

Fonte: Agrodigital

 
 
21-03-2014
       
 
   
 
 
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