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  UE: Preço da carne de bovino desce cinco por cento desde o início do ano

O Copa-Cogeca revelou novos números para o sector da carne de bovino da União Europeia, os quais mostram uma difícil situação de mercado, com os agricultores pressionados pela queda acentuada dos preços em conjunto com o amento dos custos de produção.

 

O presidente do grupo de trabalho da carne de bovino do Copa-Cogeca, Chevalier, expressou sérias preocupações, alertando para a redução de preços na União Europeia (UE), em média cinco por cento desde o início do ano em comparação ao ano anterior, enquanto os custos das matérias-primas, em especial dos alimentos, aumentaram rapidamente.

 

Chevalier adianta que «mesmo que, num curto prazo a produção e carne de bovino aumente ligeiramente, as perspectivas a longo prazo não são positivas em termos de produção e consumo, prevendo-se uma descida de sete por cento para a produção e consumo em 2014-2023 e em relação àde 2010-2012, enquanto para as importações espera-se um aumento».

 

O presidente do Grupo de trabalho do Copa-Cogeca considera ainda que a produção europeia não deve ser a variável utilizada para ajustar o mercado europeu, sublinhando que esta descida na produção e consumo é muito preocupante e pode causar enormes prejuízos sociais e económicos nas áreas rurais, tendo em conta que é um sector que desempenha um papel fundamental para o crescimento de emprego nessas áreas.

 

Com a procura de alimentos em crescimento, é crucial aumentar a produção de carne de bovinos da União Europeia. Os produtores europeus em conformidade com os mais elevados padrões de produção no mundo, ficam em desvantagem competitiva frente a outros países que não têm de cumprir os mesmos regulamentos e obrigações legais, como por exemplo, a utilização de antibióticos como promotores de crescimento, não autorizados na UE mas permitidos em países terceiros, para além de um diferente sistema de inspecção nas explorações.

 

O responsável prossegue, afirmando que «o grupo de trabalho vai continuar vigilante e intransigente sobre os controlos, de forma a garantir aos consumidores europeus que os padrões valorizados pelos mesmos sejam respeitados».

 

Na próxima reunião de negociações bilaterais sobre livre comércio, a Comissão Europeia, para além de uma maior transparência, deve assegurar que as normas comunitárias sejam respeitadas e que o modelo de produção nãos seja comprometido.

 

Chevalier adianta que o Copa-Cogeca insta a Comissão Europeia a apresentar um estudo de impacto das negociações comerciais entre a UE e os Estados Unidos sobre o sector, e lançar uma consulta pública antes de avançar com mais negociações.  

 

Fonte: Copa-Cogeca

 
 
14-04-2014
       
 
   
 
 
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