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  Indústria agro-alimentar e sector agrícola estão «muito interessados» nos EUA

O secretário de Estado dos Assuntos Europeus, Bruno Maçães, afirmou que a indústria agro-alimentar portuguesa, tal como o sector agrícola, estão «muito interessados» nos Estados Unidos e na abertura de novos mercados para que as exportações cresçam mais.

 

Em declarações à Lusa, Bruno Maçães, numa reunião com um conjunto de associações e empresas do sector agrícola para recolher os contributos que permitirão ao Governo português assegurar a defesa dos interesses nacionais nas negociações sobre o Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento entre a Europa e os Estados Unidos (sigla em inglês; TTIP), afirmou que o sector industrial agro-alimentar tem «uma atitude muito ofensiva» e «está interessado», tal como o sector agrícola, «em entrar no mercado americano e em abrir novos mercados».

 

O responsável governamental disse ainda à Lusa que se trata de «um sector que, até um certo ponto de vista, é mais importante que o industrial», por causa das ligações aos Estados Unidos da América (EUA), que «são mais fortes».

 

«Os números dizem isso», mas no caso das negociações agrícolas este «é sempre um sector delicado», no qual «não queremos que as transformações sejam súbitas e onde têm de haver transições bem mais suaves», frisou.

 

Isto deve-se à necessidade de proteger os interesses portugueses: «É é assim do lado americano, será assim do lado europeu e do lado português», salientou.

 

Esta reunião foi a oitava que se realizou para ouvir empresas e associações nacionais de diferentes sectores de actividade com o propósito de recolher contributos para as negociações ao nível do TTIP.

 

Segundo esclareceu Bruno Maçães à Lusa, o Governo quis ver onde é que existem «oportunidades de crescimento e onde é que há vulnerabilidades», as quais têm de ser «adequadamente protegidas ou pelo menos têm que ser criadas as condições para uma transição tão suave quanto possível».

 

As áreas vulneráveis «estão identificadas», disse sublinhando que «não vale a pena fazer segredo sobre isso. São, por um lado, produtos de carne bovina e, depois, no agro-industrial, os processados e concentrados de tomate ou de laranja».

 

O secretário de Estado explicou que nestas áreas os Estados Unidos têm «custos muito mais baixos», o que têm a ver com «a dimensão».

 

Ao nível do concentrado de tomate, Bruno Maçães deu como exemplo a Califórnia onde há cinco fábricas que produzem tanto como os cinco países da União Europeia que fabricam este produto, o que «diz tudo sobre as diferentes condições de concorrência», sublinhou.

 

Daí que Portugal tenha que garantir, que apesar de o acordo prever «mais concorrência», o que considera «positivo», as condições para as empresas portuguesas poderem competir com as norte-americanas vai implicar uma aproximação nos custos de contexto, nos custos de energia, nos padrões ambientais e nas regras e regulações onde os Estados Unidos têm vantagens.

 

O governante lembrou ainda que existem oportunidades de crescimento quer no sector agrícola, quer na indústria agro-alimentar, e que também há oportunidades para exportar «muito mais» para os Estados Unidos.

 

Bruno Maçães referia-se a produtos agrícolas e agro-alimentares de qualidade, onde Portugal, tem «enormes capacidades», caso dos vinhos, queijos e frutas. Quanto a algumas frutas, maçãs e peras, estas estão excluídas do mercado norte-americano por questões fitossanitárias. «Se isso for resolvido, o potencial de crescimento é enorme», disse à Lusa.

 

Já nos vinhos, se Portugal resolver as questões de etiquetagem e de regulação, nomeadamente a obrigação de ter caixas de 12 garrafas em vez de ter outras dimensões que são usadas, serão ultrapassados diversas barreiras ao comércio.

 

Fonte: Lusa

 
 
22-04-2014
       
 
   
 
 
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