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  CE defende agricultores europeus afectados por embargo Russo

A Comissão Europeia (CE) resolveu atender às preocupaçõesdos produtores agrícolas mais atingidos pelo embargo da Rússia que abrangefrutas, vegetais, lacticínios, carne e peixe, estando a preparar um pacote deajuda para fazer face aos prejuízos.

A semana fica, desde já, marcada pela procura dealternativas, por parte da União Europeia (UE), à guerra económica e comercialque decidiu decretar à Rússia devido à situação nas fronteiras com a Ucrânia. Ofecho de portas do lado de cá e do lado de lá preocupa seriamente os produtorescomunitários.

Apesar de ser apelidada de “reunião de emergência”, o factoé que os ministros da Agricultura só se irão encontrar em Setembro e até lá épreciso avançar com algo de palpável. Nesse sentido, a CE anunciou mais ajudasaos produtores de fruta e vegetais que viram Moscovo dizer “não” aos produtoseuropeus pelo período de um ano. Tudo por forma a os proteger, de algum modo,de uma provável queda nos preços. Com o mercado russo fechado, irá verificar-seum excedente de produção e menos consumidores para comprar o que é produzido naUnião Europeia. Assim, com excesso de oferta e redução na procura, os preçosvêm por aí abaixo, o que adivinha dificuldades para os produtores comunitários.Importa recordar que a Rússia declarou um embargo à carne, peixe, lacticínios,fruta e vegetais provenientes não só da UE, mas também da vizinha Noruega, bemcomo dos Estados Unidos, Canadá e Austrália.

Os analistas dizem que a Rússia pode estar a dar “um tiro nopróprio pé”, uma vez que os terá de pagar muito mais por estes produtos (ouficar sem alguns deles) e a inflacção deverá aumentar. Mas quem produz na UEestá, naturalmente, preocupado consigo mesmo. E sabe que os excedentes de frutae outros produtos que deveriam ser escoados para o mercado russo vão desvalorizare saturar o mercado interno. Já houve ajudas a produtores de nectarinas epêssego mas espera-se que, esta semana, sejam anunciadas novas ajudas aosprodutores de tomate, pimento, pepino e cogumelos. A ideia passa por deixá-losproduzir o mesmo, colocando as mesmas quantidades no mercado comum mascompensando-os financeiramente através de subsídios. “Tudo para tentar estabilizaro mercado”, como justifica o comissário da Agricultura, Dacian Ciolos.

A ajuda tem uma origem: Bruxelas criou um fundo deemergência de 420 milhões de euros, no seguimento da reforma da PolíticaAgrícola Comum (PAC), concluída no ano passado, precisamente para compensar osprodutores em casos de distorção repentina do mercado, como está agora aacontecer.

As exportações da UE para a Rússia são de cerca de 11 milmilhões de euros anuais. Ou seja, aproximadamente de 10% das vendas agrícolaseuropeias. Por isso mesmo, Bruxelas tenta encontrar mercados alternativos, comoo Brasil ou o Egipto.

Entretanto, há países que estão pagar uma factura maior,outros menor. Mas tudo isto funciona “em cadeia”. A Polónia, por exemplo,perdeu o seu maior comprador de maçã. E a França, que é a maior potênciaagrícola europeia, pode sofrer se a maçã polaca for redistribuída pelos “28”.

No caso concreto da Lituânia, que já anunciou que não vaificar de braços cruzados à espera do que possa acontecer, a mira está apontadapara os países árabes e asiáticos e o chefe da diplomacia lituana já veio dizerque esta semana terá um plano nesse sentido, para articular em conjunto com asembaixadas. A Lituânia fornecia, até agora, carne e leite à Rússia e o mercadorusso representava entre 10 e 35% das vendas.

Fonte: ANIL / Rádio Renascensa

 
 
20-08-2014
       
 
   
 
 
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