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  Transportadoras rodoviárias contra subida do limite de peso nos camiões

A Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) está contra a intenção do Governo de aumentar os limites de peso de mercadorias a transportar pelos veículos pesados nas estradas portuguesas, das actuais 40 para 60 toneladas. O presidente da ANTRAM, Gustavo Paulo Duarte, assinou ontem um comunicado no qual se assume "totalmente contra este regime de excepção, considerando que este não pretende mais do que levar as viaturas ao limite contra a indicação dos fabricantes, colocando em risco o próprio transporte por questões de seguridade".

"Entendemos que qualquer alteração em matéria de pesos e dimensões dos veículos de transporte de mercadorias deverá ser sempre orientada a nível da União Europeia, nunca com restrições que confinem a sua aplicação à circulação de Estados limítrofes ou ao âmbito dos mercados nacionais. Se esta medida de alargamento for tomada a nível europeu (...), desde que acompanhada com factores de equilíbrio e controlo dos seus reflexos no mercado, aí sim, merecerá o apoio da ANTRAM e dos transportadores em geral", admite a ANTRAM. No entanto, como esta medida deverá ser exclusivamente para uso interno, a associação liderada por Gustavo Paulo Duarte enumera diversas consequências negativas, nomeadamente repercussões no mercado, implicações sobre a exploração de empresas e reflexos para a sociedade em geral. A ANTRAM considera que o aumento de carga útil nos veículos não é sinónimo de um acréscimo de rentabilidade, sendo que "proceder ao alargamento da carga útil de forma indiscriminada em termos de peso da mercadoria transportada, resultará num estímulo à infracção, num prejuízo para as empresas de transporte e a uma maior degradação do mercado de transporte rodoviário de mercadorias", refere a associação, acrescentando que "o único beneficiário do aumento da capacidade de carga será o cliente", porque, no seu entender, os transportadores terão um impacto ao nível do aumento dos custos, "já que mais carga sobre o mesmo veículo tem como consequência directa maior consumo de combustível, maior desgaste de equipamento e pneus, sendo por isso maior a factura com manutenção".

A ANTRAM alerta para o facto de que uma das consequências desta medida será "a produção de maior contaminação ambiental produzida pelo mesmo veículo, já que ao consumir mais combustível o veículo emitirá mais gases nocivos para o ambiente". Por fim, acrescenta também que "a pressão realizada sobre as infra-estruturas viárias causada pelos veículos será maior e os custos de manutenção das mesmas recairá não sobre os verdadeiros beneficiários, mas sobre todos os contribuintes".

Fonte: Económico

 
 
26-08-2014
       
 
   
 
 
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