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  Câmaras de Comércio abrem portas a empresas nacionais

Um empresário que queira apostar na internacionalização pode recorrer a associações empresariais e procurar conselhos nas 35 câmaras de comércio espalhadas pelo mundo.

Portugal tem 35 câmaras de comércio a operar nos mercados internacionais, dessas, 19 marcaram presença na 9ª edição do Portugal Exportador 2014 e que estiveram em seis ‘workshops' temáticos.

As câmaras de comércio e indústria são estruturas locais de apoio à internacionalização que facilitam a abordagem aos mercados e servem de elo de ligação entre empresas e importadores, aconselhando acerca ao modo de entrar nos países. O director da Câmara de Comércio e Indústria Franco-Portuguesa , Ricardo Simões, revela que há 45 mil empresas portuguesas em França, nos mais diversos sectores. "Empresas jovens e com projectos de empreendedorismo importantes, que estando em França, conseguem acesso a outros mercados estratégicos", explicou. Frisou ainda a importância do Salão Imobiliário de Paris, que decorreu em Maio, e que teve cinco mil metros quadrados dedicados a Portugal, com 15 mil visitantes, sendo 81% franceses. Finalmente, Ricardo Simões falou ainda da criação do ‘hotel-empresa', uma rede de apoio que inclui espaços de ‘co-work' para empresas que queiram entrar no país.

O mesmo modelo é disponibilizado pela câmara de Polónia-Portugal. O presidente da instituição, Wojcieh Baczynski, recordou os casos portugueses de sucesso naquele país, como a Biedronka, da Jerónimo Martins, com 2.500 lojas e já a segunda maior empresa polaca, com 50 mil funcionários. Destacou ainda o papel da EDP, do BCP e da Mota-Engil, frisando que o país é um mercado muito competitivo e empreendedor, mas aberto a investimento estrangeiro. Realçou, porém, que "os negócios ainda se fazem em polaco" e que, por isso, é preciso apostar numa presença efectiva no país. Um denominador comum a todos os oradores. Outra mensagem também passada por Wojcieh Baczynski e partilhada por todos foi a "importância de um bom trabalho de casa, de uma prospecção bem feita do mercado e escolha dos melhores parceiros".

Uma coisa é consensual:  "não há caminhos fáceis para a internacionalização". Porém, o factor língua pode ser um aliado. No Luxemburgo, por exemplo, mostra-se uma vantagem o facto de 20% da população falar. No entanto, por terem uma mentalidade germânica, é necessária muita persistência e perseverança. O mesmo acontece no Brasil, um país muito proteccionista e burocrático.

As relações entre os dois países ajudam e, de acordo com José Camieiro, representante da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa em São Paulo, se as empresas forem para o Brasil, "olhando-o como um continente e não como um país, têm sucesso garantido".

Outro país com potencialidades para Portugal é Moçambique. A Câmara de Comércio e Indústria daquele país existe apenas há quatro anos estando empenhada em dar toda a ajuda para que empreendedores nacionais tenham sucesso e aproveitem as oportunidades em muitas áreas.

Fonte: Económico

 
 
20-11-2014
       
 
   
 
 
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