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  Embargo Russo impede participação portuguesa na PRODEXPO

Nos próximos dias 9 e 13 de Fevereiro, terá lugar em Moscovo mais uma edição da feira PRODEXPO, especializada em produtos alimentares e bebidas, para a qual Portugal tem mobilizado, pelo menos nos últimos dois anos, a participação de mais de duas dezenas de empresas portuguesas para expor.

No entanto, este ano e devido ao embargo russo a diversos produtos, na sua maioria agro-alimentares, originários não só da União Europeia mas, também, dos EUA, Canadá, Austrália e Noruega, não haverá produtos portugueses expostos no certame.

A “Vida Económica” questionou a directora executiva da Portugal Foods, Ondina Afonso, que confirmou a ausência de empresas portuguesas como expositoras na PRODEXPO 2015 de Moscovo. A directora executiva explicou que estão “a recolher o máximo de informação” possível e “a comunicar com a entidade com quem assinamos um protocolo na última edição da PRODEXPO, no sentido de se efetuar uma vigilância a este mercado”.

De recordar que no âmbito da resposta à crise da Ucrânia o Conselho União Europeia adoptou quatro pacotes de sanções económicas, o último dos quais, que entrou em vigor a 31 de Julho de 2014, instituiu as primeiras sanções económicas, o que deu origem à resposta da Rússia que, no dia 6 de Agosto de 2014, impôs um embargo a diversos produtos, na sua maioria agroalimentares, originários da UE, EUA, Canadá, Austrália e Noruega.

A “Vida Económica” também questionou o secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agroalimentar, Nuno Vieira e Brito, que tem trabalhado, do lado do Governo, os processos de habilitação fitossanitária com vários países e para vários produtos agrícolas e agroalimentares. Nuno Vieira e Brito frisa que “o mercado da Federação Russa é importante para Portugal, dentro da sua estratégia de internacionalização e, em particular, para países terceiros, sendo que apresentava uma linha de crescimento contínua desde 2009 ate 2013, inclusive (+199%)”.

O governante adiantou ainda que “o crescimento [das exportações para aquele mercado] em 2013 face a 2012 foi de 130% e, em 2014, face ao período homologo janeiro a agosto do ano anterior continuavam a crescer em mais de 7%”.

Sucede que, devido ao embargo, “em particular do decréscimo do sector da carne de porco e das frutas”, regista-se, de Janeiro a Novembro, “uma diminuição da percentagem de exportação em valor de cerca de 15,3% (de 45 milhões de euros para 38 milhões)”,  continua o governante, realçando que, pese embora esta situação, “este mercado é economicamente importante para Portugal e deve continuar a ser acompanhado, tendo em conta que seja previsível que este embargo seja temporário”.

Assim, “a contínua presença da qualidade e da marca dos produtos portugueses deve ter sempre notoriedade junto dos consumidos da Federação Russa e a ação do Ministério da Agricultura terá de ser o de continuar a acompanhar as empresas que podem exportar e reduzir os estrangulamentos fitossanitários ou de outra ordem que impeçam, quando o mercado abrir, a exportação dos produtos nacionais”, garante Nuno Brito.

Opinião idêntica manifestou Ondina Afonso da Portugal Foods. Frisando que “embora exista uma grande disparidade entre os rendimentos das classes russas, o Business Monitor International aponta que um terço dos consumidores russos pode ser identificado como classe média”, a par de uma “tendência chave que é evidente é a vontade e o gosto que os consumidores russos têm para adquirir produtos de valor acrescentado, produtos de marca ou premium”.

Ora, esta “ocidentalização do estilo de vida russo está a levar a um aumento do consumo de produtos orgânicos e saudáveis” e, por consequência, gera oportunidades para as empresas portuguesas.

Fonte: ANIL /  Vida Economica

 
 
27-01-2015
       
 
   
 
 
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