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  Preço do açúcar em queda

Analistas antevêem que a cotação do açúcar possa baixar ainda mais. A quebra beneficia fabricantes de doces e de chocolates.

Nunca o mundo foi tão doce. Dados da Organização Internacional do Açúcar antecipam que, pelo quinto ano consecutivo, a oferta mundial por esta matéria prima ultrapasse a procura levando a que os ‘stocks' de açúcar a atinjam um recorde. Esta tendência já levou a uma quebra de 50% da cotação no mercado nos últimos três anos.

Os grandes fabricantes e cadeias de lojas especializadas em doçaria e em chocolates como as norte-americanas Krispy Kreme Donuts e Mondelez International, produtores dos chocolates Cadbury e das bolachas Oreo, figuram entre os principais beneficiados por essa descida da cotação. A boa notícia para essas empresas é que os preços da ‘commodity' deverão continuar a baixar.

A média das estimativas de nove analistas consultados pela Bloomberg aponta para que os futuros da matéria-prima recuem 5,4% até Junho para atingir os 12,02 dólares/libra, um mínimo de Janeiro de 2009.

"Os fundamentais são absolutamente ‘bearish'" afirma Donald Selkin responsável pela gestão de activos da National Securities. A Índia, a Tailândia e o Brasil são os principais responsáveis por esse comportamento no mercado de açúcar. Ao mesmo tempo que a colheita de cana se expande na Índia e na Tailândia, o Brasil - o maior produtor mundial da matéria-prima - está a apostar no aumento de exportações de forma a tirar partido da quebra da taxa de câmbio do real face ao dólar para mínimos de cerca de 11 anos. "Com o real brasileiro em queda é difícil de estabelecer um mínimo para os preços", referiu Claudiu Covrig analista da casa de ‘research' suíça Kingsman.

Os cálculos da Organização Internacional do Açúcar fazem ainda crer que a produção mundial da ‘commodity' possa vir a exceder a procura em 620 mil toneladas métricas nos 12 meses que terminam em Setembro deste ano. Uma evolução que deverá levar os stocks de açúcar a atingirem um recorde de 79,89 milhões de toneladas. Um valor quase suficiente para abastecer os sete maiores países consumidores da matéria-prima do mundo num ano, revelam os dados da organização com sede em Londres.

Certo é que a queda da cotação do açúcar, a par da desvalorização do petróleo, é a que mais contribui para que o índice da Bloomberg que segue os preços de 22 ‘commodities' tenha atingido ontem o patamar mais baixo dos últimos 12 anos.

Fonte: Económico

 
 
23-03-2015
       
 
   
 
 
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