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  Acordo entre UE e EUA acusado de falta de transparência

A Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP) tem provocado fortes divisões. Os apoiantes apontam benefícios da ordem dos biliões de euros. Já a oposição critica a falta de transparência das negociações do acordo, que já conheceram nove rondas desde julho de 2013.

"Os benefícios vão diretos para os consumidores, porque há menos despesas e menos taxas. Passa a haver menores custos de produção e há uma expansão do mercado" para as empresas, sustenta John Danilovich. "Há maior produtividade, maior industrialização e maior exposição a nível internacional", defende o secretário-geral da Câmara do Comércio Internacional (CCI) em declarações ao Dinheiro Vivo.

O TTIP pode representar a criação de 49 mil empregos em Portugal e o aumento de mil milhões de euros no PIB nacional, como tem argumentado o secretário de Estado dos Assuntos Europeus, Bruno Maçães. Marisa Matias contesta.

"A Portugal, infelizmente, resta prosseguir o ajustamento salarial e a desvalorização do valor do trabalho. O TTIP é um mau acordo. Deve ser recusado. As barreiras tarifárias existentes já são mínimas", lamenta a eurodeputada do Bloco de Esquerda. "Aquilo de que precisamos é de mais regulação nos mercados. Temos de combater os desequilíbrios internos", sugere.

Marisa Matias também é relatora permanente do TTIP para o Parlamento Europeu, posição que tem servido para reforçar a contestação às negociações do processo entre o Velho Continente e os EUA. "Só tenho tido acesso aos dados através de fugas de informação."

John Danilovich defende que um acordo comercial desta espécie é "extremamente complicado e se alguma entidade começar a escrutinar cada ponto nunca teremos um compromisso". O responsável pela CCI comenta ainda a oposição de países como França e Grécia: "Cada país tem sempre receio de perder influência e tem de proteger os interesses nacionais. É uma questão de encontrar um equilíbrio entre o benefício interno e o benefício internacional", diz.

Está agendada para julho, em Bruxelas, a décima ronda de negociações. O acordo só deverá ser assinado em 2016, mais de um ano após as previsões iniciais.

Fonte:  Dinheiro Vivo

 
 
20-05-2015
       
 
   
 
 
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