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  Seca provoca «grandes quebras» na produção de azeite e castanha de Trás-os-Montes

O director regional de Agricultura do Norte afirmou que se registam, nesta altura do ano, «grandes quebras» na produção de azeite e castanha em Trás-os-Montes, consequência da seca que a região atravessa.

Em declarações à agência Lusa, Manuel Cardoso disse que há uma disponibilidade muito baixa de água no solo, o que faz com haja culturas agrícolas muito afectadas, bem como a capacidade de sobrevivência de diversas variedades de plantas, sobretudo nas que foram plantadas ao longo do ano.

«A percentagem de água existente no solo em relação à capacidade de utilização das plantas ronda os 10 e os 15 por cento, o que significa que se não houver precipitação imediatamente, há a possibilidade de algumas espécies de plantas não sobreviveram, nomeadamente, a plantações novas», explicou o responsável.

As perdas na cultura do olival são para já preocupantes, estando os serviços da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte a fazer um levantamento para se perceber a respectiva quantificação dos prejuízos provocados pela falta de água nos solos, indicadores que só será possível apresentar em finais de Setembro.

No que respeita às perdas de produção, há outros problemas, sobretudo na produção de cereais, trigo, centeio e aveia, sendo que para já ainda não é possível apresentar uma estimativa.

A sub-região de Trás-os-Montes e Douro está a ser «muito» afectada pela seca, sendo as zonas da Terra Quente Transmontana e o Planalto Mirandês, as mais afectadas. «Nestas regiões começa a verificar-se a queda da azeitona das oliveiras», destacou.

Contudo, numa altura em que está a elaborar o relatório sobre o estado das culturas e evolução das colheitas, para apresentar ao Ministério da Agricultura, nem tudo são mas notícias, já que o sector da vinha e da fruta apresentam bons resultados, tudo porque estas culturas estão instaladas em áreas onde existe regadio.

A falta de água nos pastos é outras das preocupações, sobretudo, em áreas onde era habitual haver alguns armazenamento de humidade no Verão como é caso do Parque Natural de Montesinho, o que não está a acontecer. «Os pastos estão secos, havendo situações aflitivas para os animais e produtores», concluiu.

Fonte: Lusa

 
 
03-09-2015
       
 
   
 
 
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