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  Valpaços com quebra de 20 por cento na produção de castanha

A produção de castanha no concelho de Valpaços regista nesta campanha uma quebra de 20 por cento comparativamente com um ano médio, uma situação lamentada por autarcas e pelos agricultores que têm neste fruto a sua principal fonte de rendimento.

 

O presidente da Câmara de Valpaços, Amílcar Almeida, referiu que este concelho do distrito de Vila Real possui uma produção média de castanha que ronda entre as 10 e as 12 mil toneladas e representa cerca de 40 milhões de euros de volume de negócio.

 

«Este fruto representa 40 por cento do rendimento do setor primário no concelho», salientou o autarca, que falava durante a apresentação da 19.ª edição da Feira da Castanha de Carrazeda de Montenegro.

 

No entanto, segundo Filipe Pereira, técnico da Associação Regional de Agricultura das Terras de Montenegro (ARATM), devido à seca sentida neste verão muitas castanhas não cresceram dentro do ouriço e, para além disso, a região ainda se está a ressentir com os efeitos do fungo que, no ano passado, atingiu as zonas mais altas da Denominação de Origem Protegida (DOP) da Padrela.

 

Este fungo, a septoriose do castanheiro, provocou quebras brutais em 2014 e, segundo o responsável, este ano os castanheiros só estão a produzir a 60 ou 70 por cento.

 

Hernâni Sousa, presidente da junta de freguesia de São João da Corveira, uma das áreas maia afectadas pelo fungo, disse à Lusa que houve alguma melhoria de produção este ano, mas ainda aquém do esperado pelos produtores.

 

«Foi um ataque bastante forte. No ano passado foi uma situação dramática e este ano, nos meus 836 castanheiros, que costumam dar 10 mil quilos de castanha, eu prevejo apanhar apenas metade», salientou.

 

Segundo Hernâni Sousa, cerca de 80 por cento das famílias destas aldeias têm na castanha o seu «principal meio de subsistência». Muitos arranjam emprego também na altura da apanha. «Pago normalmente jeiras do valor de 1.300 a 1.400 euros. Este ano infelizmente não vou gastar metade porque não há castanhas para apanhar e eu não posso chamar as pessoas», salientou o autarca de São João da Corveira.

 

Na aldeia de Sobrado, também Armando Ferreira, que estava a apanhar no souto de seis hectares, referiu que «há menos castanha do que um ano normal, mas a qualidade é de primeira, é óptima».

 

Os produtores queixam-se que a procura «ainda é diminuta», até porque o fruto caiu mais cedo da árvore, mas acreditam que, com o começo das feiras, se consiga vender melhor.

 

A Feira da Castanha decorre de 06 a 08 de Novembro, na vila de Carrazedo de Montenegro, e vai ter 79 stands de venda de castanha, de vinho, azeite, mel, licores e artesanato. A principal atracção continua a ser o bolo de castanha com 600 a 700 quilos.

 

Amílcar Almeida defendeu que é preciso inovar no sector da castanha. Por isso mesmo, sublinhou que o município disponibiliza terrenos na zona industrial a preços simbólicos e está disposto a isentar as taxas e licenças para quem invista na área da transformação da castanha e crie postos de trabalho.

 

A feira inclui a realização das jornadas técnicas da castanha, onde se vai falar sobre as doenças e pragas que afectam os soutos, como a vespa do castanheiro e a tinta.

 

O autarca lembrou que o município investiu 80 mil euros na luta contra a vespa, que foi detectada pela primeira vez este ano na região, e sublinhou que na primavera as brigadas criadas pela câmara irão percorrer, de novo, todos os soutos para procurarem as galhas infestadas. A vespa aloja os seus ovos nos gomos dos castanheiros que, depois de infectados, não conseguem dar mais fruto.

 

Fonte: Lusa

 

 
 
30-10-2015
       
 
   
 
 
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