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  Copa-Cogeca prevê forte queda da produção de azeite em 2016/2017

As novas estimativas publicadas pelo Copa-Cogeca, em Bruxelas, prevêem uma forte queda superior a 10 por cento da produção de azeite para a campanha 2016/2017 em comparação coma de 2015/2016, principalmente devido às condições meteorológicas adversas e aos ataques de pragas e doenças, mas com subida de preços.

O presidente do grupo de trabalho “Azeite” do Copa-Cogeca, Pinatel, declarou que esperam uma redução da produção de azeite por toda a Europa, de cerca de 10 por cento para esta campanha de comercialização, mas a qualidade contínua boa. As razoes que explicam esta redução devem-se principalmente ao clima, com uma Primavera fria e chuvosa, que limitou a o florescimento da cultura, seguida por um período que impediu o desenvolvimento do fruto e originou a perda de rendimento. No entanto, este valor é provisório e esconde diferenças entre os Estados-membros.

Na França, as estimativas apontam para uma redução da produção de 30 por cento, de 5.561 toneladas em 2015/2016 e 3.700 em 2016/2017, sobretudo devido à seca e aos ataques da mosca. Em Itália, prevê-se uma forte redução da produção, de 475 mil toneladas para 298 mil, devido a incidências climáticas e à mosca, mas os preços do azeite virgem extra, embora os preços tenham aumentado estas últimas semanas. Espanha aguarda uma baixa em cerca de sete por cento, até chegar a 1.317 milhões de toneladas, com preços estáveis. A qualidade é boa, com muitas variedades de azeite virgem, mas ainda depende muito das condições meteorológicas durante a colheita.  

Para Portugal, as previsões do Copa-Cogeca referem uma forte redução de 20 a 30 por cento, até as 90 mil toneladas, na Croácia de 8 a 10 por cento, em relação à campanha anterior, ficando pelas cinco mil toneladas.

Verifica-se ainda uma tendência em baixa para o Chipre, com uma diminuição da produção de 6.900 toneladas, em 2015/2016 a 5.800 toneladas. Na Grécia espera-se um ligeiro aumento, até as 290 mil toneladas, mas é provável que durante a campanha esta quantidade venha a reduzir, em função das condições climáticas, das pragas e doenças, declarou o presidente do grupo de trabalho “Azeite”.

No que diz respeito à vertente comercial, as importações reduziram 55 por cento em 2015/2016 e as exportações aumentaram 11 por cento.

O responsável destacou ainda a necessidade de dispor de um bom fornecimento de produtos fitossanitários para ajudar os agricultores a lutar contra as pragas e doenças. Também manifestou os diversos benefícios do azeite em termos de redução de risco de doenças cardiovasculares, cancro da mama e diabetes.


Fonte: Agrodigital

 
 
16-11-2016
       
 
   
 
 
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