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  Exportação de cortiça em 2016 atinge valor recorde

A inovação com as novas aplicações da cortiça são uma das áreas de aposta para o crescimento, a par da área florestal e da promoção internacional.

 

A indústria da cortiça vai fechar 2016 com um novo recorde histórico de exportações. Depois de ter conseguido, o ano passado, bater a barreira mítica dos 900 milhões de euros de vendas ao exterior, o sector conta, este ano, ultrapassar os 950 milhões e ficar a dois passos do seu objectivo estratégico já há algum tempo, de mil milhões de euros exportados, meta que será conseguida em 2017.

 

A aposta na área florestal, para ter «mais e melhor cortiça» e na inovação, a nível industrial, para encontrar novas aplicações, mas também para «reforçar a qualidade e a performance» das rolhas de cortiça, que continuam a assegurar 70 por cento da facturação, são dois dos vectores de desenvolvimento da fileira. A que se junta a «consolidação da promoção e divulgação internacional, de modo a que a cortiça continue a manter a confiança dos consumidores em todo o mundo», destaca o presidente da Associação Portuguesa de Cortiça (APCOR), João Rui Ferreira.

 

A InterCork III, a sétima campanha de comunicação da cortiça, estará no mercado no início de 2017, num investimento de 7,8 milhões. O programa Compete suporta cerca de 80 por cento, o restante é pago pelas empresas. Um dos objectivos da campanha é mostrar as mil e uma aplicações da cortiça, que já hoje está presente em segmentos tão distintos como os materiais de construção, as indústrias têxtil e do calçado e a aeronáutica, entre outras.

 

Os materiais de construção asseguram 20 a 25 por cento das exportações de cortiça e o resto deve-se às novas aplicações. Um valor pequeno, mas a ambição é grande, diz o presidente da APCOR, que destaca o papel da cortiça na indústria de transportes, cada vez mais procurada por ser um material leve e que, «mantendo os requisitos de isolamento térmico e acústico, permite uma redução dos consumos energéticos», na farmacêutica e cosmética, «que tira partido daquilo que são os extratos ou alguns elementos da cortiça no seu estado mais puro para servir de base a novas formas de produtos de elevado valor acrescentado».

 

Não esquecer os materiais compósitos, área onde, combinada com outros materiais, «tem muitas e diferentes aplicações industriais». Em jeito de balanço dos 60 anos da APCOR, comemorados, com uma conferência subordinada ao tema “Como valorizar o sector da cortiça?”, João Rui Ferreira destaca as «muitas mudanças, transformações e desafios» a que a fileira esteve sujeita. Mas que conseguiu ascender a líder mundial na transformação de cortiça. E não só. Conseguiu, também, vencer a dura guerra dos vedantes e é hoje «líder mundial no mundo do vinho».

 

Fonte:dinheirovivo

 
 
07-12-2016
       
 
   
 
 
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