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  União Europeia será o maior exportador mundial de lacticínios em 2026

O crescimento da procura de lacticínios situa-se em cerca de 1,8 por cento anual, o equivalente a 16 milhões de toneladas de leite por ano durante a próxima década, segundo a recente informação da Comissão Europeia “Medium-term” prospects foi EU agricultural markets and income 2016-2026”.

O consumo per capita deste alimento vai passar de 100 quilos anuais em 2016 para cerca de 120 em 2026. Uma maior procura estimula a produção. No que diz respeito à União Europeia (UE), o executivo comunitário prevê um aumento médio de 1,3 milhões de toneladas por ano. Metade desta quantidade adicional será dirigida a mercados exteriores, o que situará o bloco comunitário como o maior exportador mundial em 2026, à frente dos Estados Unidos, com um aumento de 1,2 milhões da sua produção durante o intervalo de referência e a Nova Zelândia com 0,5 milhões.

As mesmas fontes prevêem que as elevadas existências acumuladas de leite em pó nos 28 vão levar a uma limitação da alta dos preços em curto prazo. Assim, a Comissão Europeia prevê que estes situem-se acima dos 32 cêntimos por quilo na segunda parte do período analisado, ou seja, entre 2021 e 2026. Apesar do atraso desta subida, os autores do estudo estimam que a rentabilidade das explorações se mantenha estável graças ao menor custo das rações.

Segundo o mesmo estudo, a China vai obsorver 15 por cento do comércio mundial, destacando o caso da Índia, onde se espera um aumento da produção de 5,5 milhões de toneladas anuais para cobrir o “boom” do consumo interno. Embora esta economia continue a ser autossuficiente, o mesmo não ocorre com a China, África e Médio Oriente, circunstância que vai impulsionar o crescimento do comércio global a uma taxa de dois por cento ao ano.  

A China mantém o lugar como principal importador de lacticínios, com 15 por cento do comércio internacional em 2026. Espera-se um aumento sustentado pela procura, tanto de leite em pó desnatado como em soro, principalmente para transformar leites infantis. A importação também passará por um aumento de valor adicional, como o queijo, manteiga, leite UHT ou nata. Outras zonas de interesse para o comércio internacional são países da Ásia e África. 

Fonte: Agrodigital

 
 
18-01-2017
       
 
   
 
 
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