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  As cooperativas são o melhor modelo para enfrentar a próxima década, diz Stiglitz

Para Joseph Stiglitz as cooperativas são o melhor modelo para lidar com os riscos que a sociedade apresenta e com a volatilidade económica da próxima década. São a melhor alternativa ao modelo económico actual, baseado no egoísmo e que fomenta as desigualdades.

O prémio Nobel da Economia em 2001 foi o orador principal na Cimeira da Aliança Cooperativa Internacional de 2016, realizada no Quebec, Canadá de 11 a 13 de Outubro e que reuniu mais de três mil delegados de todo o mundo.

Na sua apresentação, falou dos desafios chave que a economia global enfrenta e o papel das cooperativas na resposta aos mesmos. Disse que em paralelo com as mudanças na paisagem política, como o Brexit e as eleições nos Estados Unidos da América (EUA), o mundo enfrenta desafios económicos que escapam ao controlo quer dos indivíduos, quer até dos governos. «Estes são problemas que o sector privado não vai resolver, em parte porque foi o sector privado que os criou», disse Stiglitz. «E as cooperativas e a economia social representam um terceiro pilar fundamental».

Muitos países estão a registar um crescimento das desigualdades, o que é resultado de leis humanas. «A desigualdade crescente é o resultado do modo como nós estruturamos a economia de mercado, em particular como a reestruturamos no último terço de século, a desigualdade tem sido uma escolha», disse.

«As cooperativas representam uma melhor forma de responder aos riscos apresentados pela sociedade». «Devemos aprender com as cooperativas, se o fizermos podemos remodelar a nossa economia, remodelar a globalização e quem nós e os nossos filhos somos».

Há alternativas ao sistema económico actual, ao contrário do que muitos dizem. Alguns sugerem que no máximo precisamos de pequenos acertos no sistema, mas os problemas são profundos e fundamentais, os pequenos acertos não os resolverão.

«Estas alternativas fazem uma grande diferença, acredito que podemos construir um mundo onde a economia funciona melhor para todos, baseada na solidariedade». «Vai haver grande volatilidade e as cooperativas são mais capazes de lidar com os riscos do que o setor privado», foram outras considerações que deixou.

Jean-Yves Duclos, ministro da Família Crianças e Desenvolvimento Social do Canadá, presente no mesmo painel, concordou que as cooperativas podem ajudar a promover a inclusão e a construir uma democracia mais forte. Ele vê as cooperativas como actores particularmente importantes na satisfação das necessidades de habitação dos canadianos.

Fonte: Esquerdanet

 
 
29-03-2017
       
 
   
 
 
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