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  Cooperativas Agro-alimentarias de Espanha pede manutenção da tarifa ao mosto Argentino

O delegado em Bruxelas de Cooperativas Agro-Alimentarias de Espanha, Juan Corbalán, destacou que o sector do vinho contribui em mais de sete mil milhões de euros no balanço comercial positivo da União Europeia.

Segundo Juan Corbalán o acordo com o Mercosul pode ajudar o sector europeu se melhorarem os problemas que as exportações europeias têm como desafio. O responsável assinalou que são necessárias as mesmas condições de acesso ao mercado que têm os vinhos do Chile e da Argentina, os quais não devem fazer frente às grandes taxas que sofrem os vinhos europeus. Solicitou ainda um alinhamento das normas de rotulagem e práticas enológicas com as da Organização Internacional do Vinho, assim como reduzir a burocracia, a segurança no pagamento e a protecção das IGs, como Rioja. No entanto, antes das quase totais concessões europeias que já têm os vinhos argentinos, as Cooperativas Agro-Alimentarias de Espanha pediram a manutenção da tarifa europeia ao mosto argentino, considerando crucial para manter o equilíbrio entre o mercado de vinho de importação.

A União Europeia (UE) representa 60 por cento da produção mundial de vinho mas o seu consumo interno desceu nos últimos anos. Esta diminuição levou a que as exportações sejam um factor chave para manter a competitividade do sector e a sua contribuição para o crescimento económico e emprego. Tal e como destacou Juan Corbalán, actualmente a UE tem um balanço negativo no sector do vinho com os países da América do Sul. Importa-se vinho do Mercosul, sobretudo da Argentina, por um valor de 170 milhões de euros e exporta-se, principalmente para o Brasil, por um total de 139 milhões de euros. Para além disso, as exportações argentinas de vinho da UE aumentaram 21 por cento em volume e 51 por cento em valor entre 2014 e 2016. Apesar disso, o Brasil, principal mercado de vinho do Mercosul, é o importador mundial número 16 em volume e número 14 em valor, com mais de 120 milhões de potenciais consumidores de vinho.

Na jornada organizada pelas organizações que representam os agricultores e cooperativas europeias, Copa-Cogeca e o comércio agro-alimentar europeu, CELCAA, participou a Comissão Europeia e os Estados-membros, debateu-se os desafios de outros sectores como os pecuários, frutas e hortícolas e o leite.

A UE e os países do Mercosul, nomeadamente, o Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai relançaram as negociações para chegar a um acordo comercial em 2010 e em Maio de 2016 os dois blocos trocaram as ofertas comerciais. As negociações passam agora por uma fase-chave e o sector agro-alimentar é um dos principias pontos nas discussões, pelo que é necessário alterar a importância do sector do vinho tanto na UE como em Espanha e os desafios que têm pela frente, dado que a intenção política é alcançar um acordo em finais de 2017.

Fonte: Agrodigital

 
 
17-05-2017
       
 
   
 
 
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