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  Relatório do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável revela dados preocupantes


O novo relatório do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da Direção-Geral de Saúde revela "uma profunda desigualdade na distribuição da doença, influenciada pelo gradiente social e a presença maciça do sal e do açúcar na alimentação, em particular nos grupos socioeconomicamente mais vulneráveis", explicou o diretor do Programa Nacional para a Alimentação Saudável em entrevista à TSF, Pedro Graça adianta ainda que pela primeira vez foi possível fazer este tipo de análise recorrendo a uma inquérito que mostra, claramente, que entre os portugueses com menos escolaridade há muito mais casos de obesidade, diabetes, hipertensão e colesterol.
O responsável adianta que a diferença é enorme especialmente quando se compara quem tem o 1º ciclo do ensino básico com quem chegou à universidade.

Por exemplo, 38,5% dos portugueses que não passaram do 2º ciclo são obesos. Do outro lado, entre quem tem um diploma do ensino superior a obesidade afeta apenas 13,2% das pessoas, numa percentagem que sobe para 17,1% nos portugueses com o 3º ciclo ou ensino secundário.

Nas doenças as diferenças voltam a ser enormes com Pedro Graça a dizer que a escolaridade é um excelente indicador para perceber as condições sociais e económicas dos portugueses.

Entre quem não andou na escola ou ficou pelo 1º ciclo a prevalência da diabetes chega aos 20,1%, descendo para 4% em quem tem o ensino superior.

Na hipertensão arterial a diferença, fazendo a mesma comparação, é de 62,6% para 15,5%; e no colesterol é menor mas continua a ser significativa: 76,4% nos portugueses menos escolarizados para 49,8% nos que têm um diploma universitário.

O diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável admite que perante estes números, que se devem ter agravado com a crise, é preciso apostar em campanhas destinadas a quem tem menos escolaridade e está numa situação social e económica mais vulnerável.

O novo relatório do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da Direção-Geral de Saúde, apresentado no dia 29 de julho, avaliou, pela primeira vez, o estado nutricional portugueses e os resultados, como sublinham os responsáveis, não são bons, nomeadamente no que respeita aos idosos.

O documento revela que 39,2% dos idosos têm obesidade e 41,8% pré-obesidade, muito mais que os portugueses de outras idades.

Por outro lado, 14,8% têm risco de desnutrição e 1,3% estavam mesmo desnutridos, com três em cada quatro a terem fragilidade (21,5%) ou pré-fragilidade (54,3%) óssea.

Menos de um terço dos idosos tinham vitamina D suficiente e 85,9% consumiam mais sal do que deviam, além de 16,3% com falta de hidratação ou em risco.

Os idosos são ainda o grupo etário que apresenta maiores prevalências de défice de cálcio (54,6%) e ácido fólico (58,6%).

O diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável admite que os resultados a que chegaram neste relatório são preocupantes.

Pedro Graça avisa, no entanto, que são problemas que se podem reverter com alguma facilidade. Bastaria, por exemplo, beber mais água, comer menos sal ou apanhar mais sol e comer mais determinados alimentos que lhes deem mais vitamina D.



Fonte: TSF


 
 
31-07-2017
       
 
   
 
 
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