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  Produção de combustível pode ser destino para excesso de milho, diz Embrapa


Produzir etanol de milho pode ser um destino viável para o excedente do grão produzido pelo Brasil, segundo o chefe geral da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Milho e Sorgo, Antônio Álvaro Corsetti Purcino. A produção de milho no Brasil já cresce ano a ano e ainda há, segundo a Embrapa, mais de 10 milhões de hectares de área disponível para o milho entrar em sucessão à soja.

O pesquisador destaca, no entanto, que é preciso tomar um certo cuidado com a produção de etanol. É preciso investir em tecnologia para gerar energia renovável e é preciso estar atento ao mercado mundial, se quiser vender o produto para fora do país. Atualmente, o Brasil detém 27% do mercado mundial de etanol, tendo como principal matéria prima a cana-de-açúcar. O país fica atrás apenas dos Estados Unidos, com 58%.

Dar destino ao milho produzido é uma questão em alguns locais, especialmente em Mato Grosso, onde imagens de montes de grãos colocados ao ar livre circularam nas últimas semanas. O estado passou, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) de uma produção média entre 2011/12 e 2013/14 de 17,85 milhões de toneladas para 29 milhões de toneladas em 2016/2017, o que corresponde a 28,5% da produção em todo o país.

O mercado do etanol de milho, no entanto, enfrenta algumas barreiras externas. A União Europeia, por exemplo, em diretiva, propôs a eliminação de biocombustíveis com base em culturas alimentares a partir de 2021. Além disso, estudo do estado da Califórnia, nos Estados Unidos, mostra que o etanol de milho não é considerado um combustível avançado por reduzir apenas de 15% a 20% a emissão de gases causadores do efeito estufa. O combustível precisaria reduzir pelo menos 50% – o etanol da cana reduz de 40% a 60% – as emissões. Isso fez com que o estado rejeitasse o etanol de milho.



Fonte: Canal Jornal da Bioenergia

 
 
29-08-2017
       
 
   
 
 
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