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  França não espera pela UE. Glifosato na agricultura é proibido até 2022


A União Europeia tem-se mostrado favorável à renovação da autorização do herbicida glifosato por mais 10 anos. Mas, o governo francês já fez saber que não espera, nem quer estar dependente, de qualquer decisão da UE. Foi isso mesmo que afirmou o porta-voz governamental, Christophe Castaner. O glifosato será proibido até 2022.

As organizações agrícolas estão contra e dizem que a França não pode ficar à margem das decisões comunitárias.

Aquele responsável, em declarações à estação de televisão BFMTV, assegurou que antes do fim do atual mandato do presidente Emmanuel Macron, em 2022 esse herbicida estará proibido em todos os seus usos, incluindo o agrícola.

Por outro lado, o gabinete do primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, recordou em comunicado que desde o início do ano que o uso de glifosato está proibido nos espaços públicos abertos e que a partir de 2019 se proibirá também o seu uso em jardins particulares.

Segundo avança a imprensa francófona, no que diz respeito à agricultura, o governo já pediu aos ministérios da Agricultura e da Ecologia a elaboração de um plano para se deixar de utilizar aquele herbicida em benefício de “alternativas disponíveis”. As conclusões do estudo serão depois apresentadas aos restantes Estados-membros da UE e da Comissão Europeia, para “encontrar as condições de uma transição razoável”.

O primeiro-ministro tinha já assegurado recentemente que a França ia votar contra a extensão da autorização daquele herbicida durante 10 anos, um período que considera “demasiado longo dadas as incertezas” que há sobre o glifosato.

E o ministro francês da Agricultura, Stéphane Travert, propõe um período mais curto para a renovação de autorização do glifosato, de entre cinco e sete anos.


Agricultores contra

A presidente da FNSEA – Fédération Nationale des Syndicats d’Exploitants Agricoles, Chistiane Lambert, considera que a França não pode atuar de forma independente do resto da União Europeia e que não se pode proibir “de forma drástica” antes de se investir em investigação que permita alternativas.

No passado dia 22 de Setembro, cerca de 200 agricultores manifestaram-se nos Campos Elíseos, em Paris, contra a posição favorável do governo à proibição do glifosato.

Nos últimos 30 anos, o glifosato tornou-se o herbicida mais importante na agricultura mundial. Para os agricultores, os herbicidas à base de glifosato oferecem um controle das plantas daninhas de forma simples, flexível e com boa relação custo-benefício.

O glifosato, ou N-(fosfonometil) glicina, é um dos herbicidas de amplo espectro mais utilizados do Mundo e é responsável por cerca de 25% do mercado global de herbicidas.

Em Julho, a Comissão Europeia propôs renovar a licença do glifosato que expira em 2017. A decisão deve ser tomada pelos 28 Estados-membros. Em 2016, não chegaram a um acordo, motivo pelo qual a Comissão optou, excecionalmente, por prorrogar a autorização por 18 meses, até ao fim do ano.




Fonte: Agricultura e Mar Acrtual

 
 
27-09-2017
       
 
   
 
 
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