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  Seca provoca quebra na produção de azeite


A azeitona não cresceu devido à falta de chuva e os olivicultores vão ter que antecipar a colheita. A próxima campanha também pode estar comprometida.


A seca extrema e severa que se regista no país pode provocar grandes quebras na produção de azeite em Trás-os-Montes. A Azeitona não cresceu devido à falta de chuva e os olivicultores anteveem já uma má campanha.

“Neste momento a produção está muito mal, a azeitona não cresceu, vamos ter uma produção muito reduzida”, lamenta Emanuel Batista, técnico da Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (AOTAD).

Ainda que venha a chover, segundo o técnico, o cenário não vai alterar-se nem vai ter consequências no calibre do produto, porque “a azeitona, neste momento, está a mudar de cor. Se vier a chuva ela vai engordar a nível de água e não a nível de gordura/azeite”.

Devido ao tempo quente, a maturação acontece, este ano, também mais cedo e prevê-se que a apanha comece duas semanas antes do habitual, ainda antes do final deste mês Outubro.

A qualidade, em princípio, “será boa, porque a pouca azeitona que há nas oliveiras está sã”.

O técnico da AOTAD alerta também para as consequências da seca na campanha do próximo ano.

“Estamos a pôr em perigo a produção do ano seguinte, porque não houve crescimentos, não houve diferenciação floral nas próprias oliveiras, o que quer dizer que, para o ano, a floração vai ser reduzida e a colheita também”, alerta Emanuel Batista.

Para evitar problemas relacionados com a falta de água, como o que este ano os agricultores enfrentam, o técnico da AOTAD considera que é fundamental apostar no regadio, alertando para o facto de “90% dos olivais transmontanos não terem sistema de rega”.

“É necessário criar bolsas de água e fomentar o regadio junto dos produtores para, no futuro, não entrarmos num stress hídrico, como estamos nesta altura, no olival”, defende.

Mas, para isso, é necessária uma aposta do Governo Central e a intervenção do Ministério da Agricultura, “porque sem essas condições, o produtor não tem fundo de maneio suficiente para manter o regadio”.

A Comissão Permanente de Prevenção, Monitorização e Acompanhamento dos Efeitos da Seca prevê que nos próximos três meses se estenda a propensão de pouca chuva e temperaturas altas.




Fonte: Renascença

 
 
09-10-2017
       
 
   
 
 
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