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  Douro produz 255.557 pipas de vinho em 2017. Portugal vai produzir 6,7 milhões de hectolitros de vinho. Exportações cresceram 8,5 por cento em valor até setembro


Os resultados da vindima de 2017 foram divulgados no dia 21 de novembro pelo Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP), sediado no Peso do Régua.

De acordo com o instituto público, os produtores da mais antiga região demarcada do mundo declararam este ano uma produção de 255.557 pipas de vinho (550 litros cada pipa).

Comparativamente com o ano passado, o Douro produziu mais 6,9% pipas de vinho.

No entanto, 2016 foi considerado um ano atípico, com uma quebra de produção acentuada devido aos ataques de míldio e ao granizo.

A média da colheita nos últimos dez anos é 229.930 pipas.

A produção aumentou este ano no Douro, mas não aumentou tanto como inicialmente se previa devido ao tempo quente e seco.

A Associação de Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID) revelou, em julho, que as estimativas de produção, baseadas no método de pólen, apontavam para uma produção entre as 266.000 e as 288.000 pipas de vinho. Comparativamente com o ano passado este aumento estimado rondava entre os 26 e os 36%.

Num balanço sobre o ano vitícola 2016/2017, a ADVID referiu que este se caracterizou “por ser um ano extremamente seco e quente”.

De acordo com a associação, a evolução das condições climáticas “contribuiu para um adianto significativo do ciclo vegetativo, fazendo com que esta tenha sido uma das vindimas mais precoces de que há memória, com início em meados de agosto, cerca de três semanas mais cedo que o verificado geralmente na Região Demarcada do Douro”.

A ausência prolongada de precipitação e a ocorrência de temperaturas muito elevadas conduziram a “um forte stresse hídrico, térmico e luminoso, numa fase precoce do ciclo, condicionando a evolução da parede de vegetação da videira e tendo tido um impacto na produção, nomeadamente pela desidratação ocorrida nos cachos”.

Assim, segundo a ADVID, as “expectativas iniciais de grandes aumentos de produção face a 2016 não se concretizaram, pelas condições climáticas que influenciaram de sobremaneira a colheita”.

No entanto, acrescentou, do ponto de vista fitossanitário, os cachos apresentavam-se, de uma forma geral, “excecionalmente sãos”.

A restrição hídrica e as temperaturas elevadas que se fizeram sentir durante o período de maturação conduziram a um aumento da concentração de açúcar num curto espaço de tempo, o que levou a que houvesse a necessidade de se vindimar com maior celeridade.

Segundo a ADVID, a “colheita oportuna proporcionou mostos de grande qualidade, com bons níveis de açúcar e compostos fenólicos”.

O benefício, a quantidade de mosto que cada produtor pode transformar em vinho do Porto, tem vindo a crescer de forma constante desde 2011.

O conselho interprofissional do IVDP fixou este ano o benefício em 118.000 pipas de mosto que, depois da adição de aguardente vínica, se traduzirá numa produção total de vinho do Porto de cerca de 147.000 pipas.


Portugal é dos poucos países da Europa com boas notícias no plano vitivinícola. É que, não só a produção aumentou, este ano, como o vinho é de “excelente qualidade”, diz o Instituto da Vinha e do Vinho, lembrando que, raramente, estes dois fatores acontecem em simultâneo. Segundo as declarações entregues pelos vitivinicultores até 15 de novembro, data limite para indicar a produção da vindima, serão produzidos na campanha de 2017/2018 um total de 6,7 milhões de hectolitros, mais 11% do que o ano passado.
Os dados representam uma ligeira subida face às previsões iniciais, que apontavam para um crescimento total na ordem dos 10% e que o IVV chegou a admitir que pudesse ser menor, dado os efeitos da seca no Alentejo que se percebeu, logo no arranque da vindima, que seriam significativos. E a região, que, em julho, previa uma produção similar à do ano passado, acaba por perder quase um milhão de hectolitros, com uma quebra de 9% face ao ano anterior.
Em contrapartida, os vinhos Verdes crescem mais do dobro do previsto: 32% para um volume total de 974 mil hectolitros. Frederico Falcão, presidente do IVV, é perentório. “Das regiões de menos sofreram com a seca, os verdes destacam-se”.
O crescimento é, também, muito significativo na Beira Atlântico, conhecida pelo DOC Bairrada, no Dão, e nas regiões de Lisboa e Península de Setúbal.
Pelo contrário, a produção do Douro só aumenta 6%, contra os 20% inicialmente previstos, tal como Trás-os-Montes regista um aumento de apenas 1%, quando se estimava que fosse de 15%. Regiões de interior e que, como tal, sofreram de forma mais aguda o efeito das elevadas temperaturas e da seca.

A nível mundial, os dados da Organização Internacional do Vinho (OIV) apontam para uma redução de 8% na produção, para o valor mais baixo nos últimos 50 anos.
A ‘culpa’ é da quebra na Europa que, apresenta, valores de produção “historicamente baixos”, em especial nos seus três maiores produtores: a Itália perde 11,6 milhões de hectolitros (menos 23% face ao ano anterior), a França perde 8,5 milhões de hectolitros (uma quebra de 19%) e Espanha produz menos 5,8 milhões de hectolitros (uma redução de 15%). O que está a inflacionar a venda de vinho a granel. “O preço dos vinhos a granel está a subir o que pode abrir oportunidades para quem opera neste mercado.
Claro que o reverso da medalha é que as empresas portuguesas que compram vinho a granel para fazerem os seus lotes vão ter a matéria-prima mais cara”, frisa Frederico Falcão.
De qualquer forma, o presidente do IVV reconhece que o facto de Portugal ser dos poucos países europeus com crescimento de produção – só a Roménia, a Hungria e a Áustria tiveram um bom ano vitícola – abre boas perspetivas às empresas nacionais. “É uma oportunidade porque podemos ganhar alguma quota, até, nos mercados de exportação. É muito positivo”, frisa.

As exportações de vinho português cresceram 5,7 por cento em volume e 8,5 por cento em valor, entre janeiro e setembro de 2017, comparativamente com o mesmo período de 2016, segundo dados do Instituto do Vinho e da Vinha divulgados esta quinta-feira.

Os dados apresentados no Fórum Anual Vinhos de Portugal organizado pela ViniPortugal, na Curia, em Anadia, indicam que Portugal vendeu durante este período 2.136.582 hectolitros de vinhos, no valor de 536,8 milhões de euros.

O maior crescimento verifica-se nos vinhos com Indicação Geográfica Protegida (IGP) e Denominação de Origem Protegida (DOP) que representam cerca de 40 por cento do vinho nacional exportado.

«São dados animadores e que nos permitem continuar a sonhar com a meta dos 800 milhões de euros de exportação este ano», disse à Lusa Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal, a entidade gestora da marca “Wines of Portugal”.

A França, os Estados Unidos e o Reino Unido continuam a ser os três principais destinos dos vinhos portugueses, mas a grande surpresa é o mercado angolano, que mais do que duplicou o número de hectolitros vendidos face a igual período do ano passado.

«O Brasil e Angola estão a recuperar das suas situações económicas e estão outra vez a crescer muito nas nossas exportações», observou Jorge Monteiro.

O presidente da ViniPortugal diz que o setor vive um momento de «algum otimismo e de confiança», adiantando que os vinhos nacionais começam a ser cada vez mais reconhecidos no estrangeiro.

«Estamos a exportar mais, mas estamos a exportar melhor e eu acho que esse é o grande sinal que nos entusiasma a todos», vincou o responsável pela associação interprofissional do setor vitivinícola.

Quanto ao mercado nacional, Jorge Monteiro diz que a tendência é para haver uma redução do consumo, que será compensada com um «crescimento do valor».

«Os portugueses à medida que vão bebendo menos, podem ir bebendo vinhos de melhor qualidade e de preços mais elevados e o turista também está disponível para pagar mais», concluiu.








Fonte: dnoticias / dinheiro vivo / CONFAGRI / Lusa

 
 
30-11-2017
       
 
   
 
 
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